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Terroristas são condenados por assassinato de soldado em Londres

Júri só precisou de 90 minutos para considerar Michael Adebolajo e Michael Adebolawe culpados pela morte de Lee Rigby em maio

Por Da Redação 19 dez 2013, 11h33

Dois terroristas islâmicos foram considerados culpados nesta quinta-feira pelo assassinato de um soldado em uma rua de Londres. O crime ocorreu em maio e chocou a Grã-Bretanha pelo grau de brutalidade – a vítima, Lee Rigby, de 25 anos, foi morta a golpes de facada e cutelo na frente de várias testemunhas em plena luz do dia.

O julgamento havia começado no final de novembro. Nesta quinta-feira, o júri de doze pessoas só precisou de 90 minutos para condenar Michael Adebolajo, de 29 anos, e Michael Adebowale, de 22 anos, dois britânicos de origem nigeriana que se converteram ao Islã. Após o resultado, parentes de Rigby se emocionaram no tribunal, segundo o jornal The Guardian. “Quero agradecer a todos que ajudaram a conseguir justiça para Lee”, disse Rebecca Rigby, a viúva do militar, que deixou um filho de dois anos.

Já Adebolajo beijou um exemplar do Corão quando foi levado pelos policiais de volta para sua cela. Durante o julgamento, os dois terroristas afirmaram que a o assassinato fazia parte de uma guerra santa e justificaram o crime citando a política externa da Grã-Bretanha. A sentença só deve ser divulgada pelo tribunal em janeiro. Os dois podem ser condenados à prisão perpétua.

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Durante o julgamento, o júri ouviu testemunhas e assistiu a vídeos que mostraram o ataque. Rigby estava caminhando para sua base, no distrito de Woolwich, no sul de Londres, quando foi atropelado por um carro conduzido pelos terroristas. Eles desceram do veículo, puxaram o militar ferido pelo cabelo e começaram a espancá-lo.

Com a vítima inconsciente, Adebolajo e Adebolawe usaram um facão e um cutelo para cortar o pescoço do soldado. Gary Perkins, uma testemunha que passava pelo local, disse que Rigby foi mutilado da mesma forma que “um açougueiro ataca um pedaço de carne”. “Eu estava tão chocada que só conseguia ficar sentada olhando o que estava acontecendo”, acrescentou Amanda Bailey, outra testemunha.

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Ribgy foi escolhido por acaso. Os dois terroristas afirmaram que ficaram esperando perto da base até que algum soldado aparecesse. Tanto Adebolawe como Adebolajo foram filmados e fotografados por testemunhas cometendo o ataque. Pouco depois de mutilar Rigby, Adebolajo deixou-se filmar, ainda com sangue nas mãos, dizendo: “Nós juramos por Alá que nunca deixaremos de lutar contra vocês. O único motivo pelo qual fizemos isso é porque muçulmanos morrem todos os dias”.

Quando a polícia chegou ao local, os dois arremeteram contra as viaturas usando uma faca e um revólver não carregado com cerca de 90 anos. Eles acabaram sendo baleados antes de serem presos. Durante o julgamento, eles afirmaram que tinham a intenção de serem mortos para conseguirem um “martírio religioso”. Além do assassinato, eles também foram julgados por tentativa de homicídio contra os policiais. Essa foi a única acusação da qual eles se livraram.

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