Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

‘Terroristas podem correr, mas não se esconder’, diz Kerry

Secretário de Estado americano afirma que país jamais vai interromper os esforços para conter os responsáveis por atos de terror

As operações dos Estados Unidos na Líbia e na Somália mostram a determinação de Washington para caçar os líderes da Al Qaeda em todo o mundo, disse o secretário de Estado americano, John Kerry, neste domingo. “Os membros da Al Qaeda e outras organizações terroristas podem, literalmente, correr, mas não podem se esconder”, afirmou. “Nós vamos continuar a tentar trazer as pessoas à Justiça.

Leia também:

Leia também: Ataque a shopping acende alerta para recrutamento no Ocidente

O objetivo da ação na Somália era a captura de um líder do grupo militante Al Shabab, que reivindicou a responsabilidade pelo ataque a um shopping de Nairóbi, no Quênia, que deixou ao menos 67 mortos. De acordo com o jornal The New York Times, acredita-se que o líder terrorista tenha morrido durante a operação, mas a informação não foi confirmada pelo Pentágono. Mesmo assim, um dos chefes do grupo foi capturado pelas forças americanas, que não divulgaram seu nome.

Na Líbia, os militares buscavam um homem suspeito de participar dos atentados às embaixadas americanas na África Ocidental, em 1998. Em operação conjunta com a CIA e o FBI, as os militares conseguiram capturar Nazih Abdul Hamed al-Ruqai, membro da Al Qaeda, que estava na lista dos mais procurados do FBI – com uma recompensa de 5 milhões de dólares.

“Nós esperamos que isso torne claro que os Estados Unidos da América nunca irão parar o seu esforço para conter os responsáveis por atos de terror”, disse Kerry em Bali, na Indonésia, onde acontecerá o encontro anual da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico. Kerry prometeu ainda que os Estados Unidos “continuam tentando submeter as pessoas à justiça de forma adequada com a esperança de que, finalmente, esses tipos de atividades contra todos no mundo vai acabar.”

Apesar de o governo Obama ter usado força letal em muitas das suas operações contra o terrorismo, os dois ataques desse sábado, segundo a administração, visavam explicitamente capturar os militantes acusados. O governo tem repetidamente manifestado o desejo de julgar terroristas capturados em tribunais federais.

(Com Estadão Conteúdo)