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Terroristas do Estado Islâmico fazem rebelião em prisão na Síria

Autoridades curdas controlam a situação e recapturaram os militantes do grupo terrorista que tentaram a fuga

Por Da Redação 30 mar 2020, 18h57

Dentro de uma prisão na cidade de Hasakah, na Síria, terroristas do Estado Islâmico iniciaram uma rebelião no domingo 29. Inicialmente, as autoridades curdas, que administram a região nordeste do país, informaram que “diversos” militantes haviam fugido. Mas nesta segunda-feira, 30, devido à “rápida” intervenção das forças de segurança os presos foram recapturados.

“Devido ao grande esforço feito por nossas forças e pela rápida intervenção contra a subordinação dos militantes do Estado Islâmico sob custódia na prisão, nós fomos capazes de controlar a situação e evitar uma catástrofe. Nenhum prisioneiro escapou”, informou o general Mazloum Abdî, comandante das Forças Democráticas Sírias (SDF), uma organização composta por diversos grupos armados e apoiada pelo ocidente na luta contra o grupo terrorista.

Anteriormente, o porta-voz da SDF, Mustafa Bali, dissera que alguns terroristas “foram capazes de escapar” e que “as autoridades contraterroristas estavam lidando com a situação” para por fim à rebelião.

A rebelião iniciou quando os terroristas tomaram controle do primeiro andar e removeram as paredes e portas internas. Em comunicado transmitido ao vivo, o agente penitenciário Rubar Huesen disse que os detentos “danificaram as câmeras de segurança na entrada principal e abriram buracos entre as paredes que separavam (o pavilhão das) celas e a entrada”.

Para a operação de recaptura dos membros do Estado Islâmico, o estado de emergência foi decretado e as unidades de contraterrorismo das SDF, convocadas, além da ajuda dos militares estrangeiros que atuam na Operação Inerente (CJTF-OIR, na sigla em inglês), baseada no Iraque e que tem como missão o combate ao terrorismo.

Atualmente, os curdos sob a bandeira das SDF formam a principal frente contra o terrorismo do Estado Islâmico na Síria. Com sua cooperação, os Estados Unidos foram capazes de eliminar Abu Bakr Baghdadi, líder fundador do grupo, além de seus aliados próximos. Atualmente, estima-se que existam cerca de 15 mil membros do Estado Islâmico sob custódia no curdistão sírio.

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