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Terroristas afirmam que ainda mantêm reféns em shopping

Embora autoridades afirmem já ter controlado a situação, crise no país chega ao quarto dia e parece estar longe do fim

Por Da Redação 24 set 2013, 08h20

As autoridades afirmam ter a situação sob controle, mas a crise provocada pelo terror no Quênia chega ao quarto dia nesta terça-feira sem que o fim do caso pareça próximo: estampidos de tiros voltaram a ser ouvidos nesta manhã no shopping de luxo Westgate, em Nairóbi, tomado por terroristas no último sábado. Os combatentes islâmicos do grupo somali Al Shabab afirmam que ainda mantêm pessoas reféns no local. Também nesta terça-feira foi divulgado o primeiro balanço de baixas entre as forças do governo queniano: três mortos e oito feridos.

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Ainda na segunda-feira, autoridades disseram que tropas quenianas estavam no “controle” do imenso complexo de luxo. “O shopping está sob total controle das forças do governo e estamos realizando uma varredura para garantir a segurança de todos”, tuitou a polícia queniana. O ministro do Interior do país, Joseph Ole Lenku, afirmou: “Estamos muito perto do fim [da crise]”. Na noite de segunda-feira, Lenku afirmou que todos os reféns haviam sido libertados. Nesta terça, contudo, é incerta a quantidade de vítimas que possam estar no prédio. Em mensagem na internet publicada nesta terça-feira, os terroristas afirmaram: “Os reféns que estavam sendo mantidos pelo mujahedin dentro de Westgate ainda estão vivos, aparentemente bastante perturbados, mas vivos”.

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Pelo menos 62 pessoas foram mortas e cerca de 200 ficaram feridas, mas ainda há temores de que o número de vítimas possa subir. Fontes de segurança disseram que “um ou dois” terroristas foram cercados dentro ou perto de um cassino, em um dos andares superiores do complexo.

Terroristas do Shabab da Somália reivindicaram o ataque, que começou ao meio-dia do sábado, quando militantes armados invadiram o complexo de luxo. Os rebeldes jogaram granadas e dispararam contra as pessoas com armas automáticas. O grupo também alegou que os combatentes no local ainda estavam resistindo – e chegou a se gabar do “incontável número de corpos ainda espalhados no interior do shopping”.

Uma série de contas no Twitter administradas pelo Shabab foi fechada desde o início do ataque, mas os militantes têm sido rápidos em abrir novos perfis no site.

(Com Estadão Conteúdo)

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