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Terrorista se diz inocente de acusações sobre envolvimento em atentados

Abu Anas al-Liby foi capturado na Líbia no último dia 5. Ele negou participação em ataques contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia

Por Da Redação - 15 out 2013, 16h29

O terrorista capturado em uma operação americana na Líbia no início do mês compareceu a um tribunal federal em Nova York nesta terça-feira e negou as acusações de participação em ações terroristas, informou a rede americana CNN.

Apontado como operador da rede Al Qaeda, Abu Anas al-Liby é acusado de ligação nos ataques contra as embaixadas americanas no Quênia em na Tanzânia, em 1998, que deixaram mais de 220 mortos. Ele deixou a Corte depois de o juiz Lewis Kaplan determinar que ele deve ser mantido preso devido ao risco de fuga. Uma nova audiência deverá ser realizada na próxima semana.

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O cidadão líbio de 49 anos, cujo nome real é Nazih Abdul-Hamed al-Ruqai, fazia parte da lista dos mais procurados pelo FBI havia mais de uma década. A recompensa por informações que o levassem à prisão era de 5 milhões de dólares.

Al-Libi foi indiciado em 2001 por uma corte federal em Nova York pela participação nos atentados às embaixadas e pela suspeita de participação em planos da Al Qaeda de atacar forças americanas na Arábia Saudita, Iêmen e Somália.

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Entenda como funcionam as listas de procurados do FBI

Antes de ser levado aos EUA, ele foi interrogado em um navio da Marinha, ao longo do fim de semana. Sua chegada a Nova York reabriu o debate sobre se terroristas internacionais devem ser julgados em tribunais americanos. A administração Obama defende que sim, e Marie Harf, porta-voz do Departamento de Estado, disse na última semana que al-Libi não será enviado a Guantánamo. “A posição da administração sobre Guantánamo é clara: nosso objetivo não é aumentar a população é reduzir. Nossa política é não enviar nenhum novo detido para lá”.

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