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Terrorista da Maratona de Boston é condenado à pena de morte

Dzhokhar Tsarnaev, de 21 anos, colocou bombas perto da linha de chegada da maratona em abril de 2013, deixando três mortos e mais de 260 feridos

(Atualizado às 19h43)

O júri do caso do atentado na Maratona de Boston decidiu nesta sexta-feira pela condenação à pena de morte do terrorista Dzhokhar Tsarnaev. No dia 15 de abril de 2013, Dzhokhar e o irmão mais velho, Tamerlan, detonaram bombas perto da linha de chegada da corrida, provocando a morte de três pessoas e deixando mais de 260 feridos – dezessete pessoas perderam as pernas.

As explosões de duas bombas caseiras tiraram a vida de Krystle Marie Campbell, de 29 anos, Lingzi Lu, de 23 anos, estudante chinesa da Universidade de Boston, e Martin Richard, um menino de 8 anos. Durante a fuga das autoridades, Dzhokhar e o irmão também assassinaram o policial Sean Collier, que trabalhava na segurança do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, em inglês).

Os doze membros do júri (sete mulheres e cinco homens) já haviam declarado o jovem de 21 anos culpado das 30 acusações relacionadas ao ataque. Dezessete dessas acusações poderiam resultar na pena de morte. Para isso, bastaria que em uma delas, a decisão fosse por tomada por unanimidade. No caso de Dzhokhar, a decisão unânime foi tomada em seis acusações, incluindo uso de arma de destruição em massa e arma de fogo.

A secretária de Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch, classificou de “apropriada” a condenação do terrorista à morte. O seu antecessor, Eric Holder, foi quem autorizou os promotores a buscarem a pena capital. “Todos sabemos muito bem que nenhum veredicto poderá curar as almas daqueles que perderam entes queridos, nem as mentes e os corpos dos que foram feridos neste ataque covarde. Mas a pena é uma punição apropriada para este crime horrível e esperamos que a conclusão desse processo trará em alguma medida um encerramento para as vítimas e suas famílias”.

Foram dois meses de julgamento nos tribunais federais da capital de Massachusetts, no nordeste dos Estados Unidos, e três dias de deliberação do júri para que se chegasse ao veredicto. Neste período, a acusação descreveu o jovem de origem chechena como um “terrorista sem remorso que merece morrer”. E ressaltou o fato de Dzhokhar ter colocado uma das bombas atrás de um grupo de crianças, matando um garoto de 8 anos de idade.

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A defesa, liderada por Judy Clarke, renomada advogada especialista em livrar condenados da pena de morte, desde o início admitiu a participação de Dzhokhar no ataque. A estratégia foi tentar apresentá-lo como um “menino perdido”, manipulado pelo irmão mais velho radicalizado, que queria punir os Estados Unidos por operações em países muçulmanos. Tamerlan foi morto em uma troca de tiros com a polícia dias depois do atentado.

A condenação é a primeira sentença à pena capital de um júri federal para um terrorista na era pós-atentados de 11 de setembro, disse ao jornal The New York Times Kevin McNally, diretor do Death Penalty Federal de Resources Counsel Project. O último terrorista condenado à morte havia sido Timothy McVeigh, o homem que plantou uma bomba em Oklahoma City, foi condenado e sentenciado em 1997 e executado por injeção letal em 2001.

(Da redação)