Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Terrorista Abu Hamza será julgado nos Estados Unidos

Extradição do clérigo e de outros cinco radicais foi decidida nesta segunda

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos decidiu nesta segunda-feira não reabrir o caso do clérigo radical Abu Hamza al Masri e de outros quatro acusados de terrorismo, rejeitando a apelação dos réus. Com isso, prevê a corte europeia, dentro de algumas semanas eles serão extraditados aos Estados Unidos, que os acusa de praticar atos terroristas em território americano.

Hamza, de 54 anos, responde por 11 crimes nos EUA, entre eles conspirar para criar um campo de treinamento de jihadistas no estado de Oregon, entre junho de 2000 e dezembro de 2001. Além disso, ele deve ser julgado também por sua participação no sequestro de 16 turistas ocidentais no Iêmen em 1998, que acabou com a morte de quatro reféns, e por apoiar atentados violentos no Afeganistão em 2001.

Entre os cinco acusados de terrorismo está também Babar Ahmad, que manteve um site na internet baseado em Londres com conteúdo de apoio a atos terroristas – seu sócio no projeto, Syed Talha Ahsan, também teve sua extradição aprovada. A lista de terroristas é completada por Adel Abdul Bary e Khaled al Fawwaz, acusados de serem auxiliares do antigo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, e de se envolverem, junto com outras 20 pessoas, no ataque contra as embaixadas dos EUA em Nairóbi (Quênia) e Dar es Salam (Tanzânia) em 1998.

A decisão do tribunal europeu põe fim a uma batalha judicial iniciada em 2004, quando Abu Hamza foi preso na Inglaterra e teve sua extradição requisitada pela primeira vez pelas autoridades americanas. Nascido no Egito, mas residente em Londres, o clérigo – que perdeu uma mão e um olho lutando na década de 1980 contra tropas soviéticas no Afeganistão – também era réu na Justiça britânica por causa de sermões incitando o terrorismo, feitos por ele na mesquita de Finsbury Park, na capital inglesa.