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Terremotos na Venezuela: a corrida para encontrar sobreviventes sob os escombros

Três dias após o terremoto, famílias seguem procurando desaparecidos enquanto denunciam a escassez de equipes de resgate na região mais atingida.

Por Santiago Martínez, de La Guaira, Venezuela 27 jun 2026, 16h58
Terremotos na Venezuela: a corrida para encontrar sobreviventes sob os escombros Priorizar nos meus resultados Google

No estado de La Guaira, na Venezuela, é difícil encontrar um prédio “intacto”, que não tenha sido afetado parcial ou totalmente pelos terremotos da última quarta-feira. Por isso, três dias depois da tragédia, os esforços estão concentrados em encontrar sobreviventes sob os escombros.

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María Perdomo está há mais de 48 horas ao lado da família tentando encontrar seu sobrinho, Carlos Torres Perdomo, um jovem de 29 anos que não conseguiu sair de casa depois que a estrutura desabou quase completamente.

“Estamos esperando que eles consigam abrir o piso para ver se o encontramos com vida. A última localização do celular dele indica que está aqui e, por isso, acreditamos que ele possa estar ali.”

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Carlos morava neste apartamento com o irmão, que conseguiu escapar com vida.

“O terremoto foi horrível. Nunca na minha vida tinha sentido algo assim.”

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Mulher de pele morena clara, cabelo escuro preso, expressão de preocupação e olhos marejados, em primeiro plano. Ao fundo, estruturas de madeira e uma construção danificada, sugerindo cenário de destruição.
María Perdomo tenta encontrar sobrinho nos escombros de prédio (Santiago Martínez/VEJA)

O que essas pessoas mais pedem é a ajuda de equipes de resgate e bombeiros, que parecem não ser suficientes para atender toda a emergência.

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“Foi só hoje que a ajuda começou a chegar, e mesmo assim de forma limitada. Até então, apenas os próprios vizinhos e nós mesmos colocamos as mãos na massa para retirar os escombros.”

A casa de Carlos é uma das mais de 3.000 moradias que desabaram no conjunto habitacional. Na verdade, todos os moradores desta área já passaram três noites dormindo na rua. Os mais afortunados conseguiram retirar seus pertences pessoais e levá-los para a casa de algum parente em Caracas.

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