Terremoto na Turquia provocou 366 mortes; bebê resgatado após 48 horas

Por Adem Altan - 25 out 2011, 08h56

O terremoto de 7,2 graus de magnitude que sacudiu no domingo a província oriental turca de Van deixou 366 mortos e 1.300 feridos, segundo o balanço mais recente da Direção Oficial de Situações de Emergência, e as equipes de resgate lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes, esforço recompensado nesta terça-feira com o salvamento de uma recém-nascida de 15 dias.

O registro oficial anterior mencionava 279 vítimas fatais e dezenas de desaparecidos.

Uma recém-nascida de apenas 15 dias foi resgatada nesta terça-feira entre os escombros quase 48 horas depois do terremoto que devastou a província de Van, no leste de Turquia.

A mãe da criança também estava viva entre os escombros do edifício, onde os socorristas trabalhavam para retirá-la do local, informaram os canais NTV e CNN-Turk.

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As equipes de resgate trabalharam durante horas para salvar a pequena Azra, que foi transportada imediatamente para o hospital, e continuam tentando salvar a mãe da menina das ruínas do apartamento em que viviam.

Durante toda a madrugada de terça-feira, centenas de socorristas trabalharam sem pausa sob uma temperatura glacial na busca de sobreviventes. Uma mulher grávida e os dois filhos foram resgatados dos escombros de um prédio público em Ercis, a cidade mais afetada pelo tremor.

Horas antes, um policial e sua mulher foram encontrados vivos em outro ponto da cidade.

Apesar dos resgates que dão esperanças às famílias, as equipes de emergência retiram sobretudo corpos dos imóveis desabados.

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De acordo com o governo, 2.262 imóveis desabaram na região afetada pelo tremor, principalmente na cidade de Ercis, que tem 75.000 habitantes, e em Van, a capital regional, com um rico patrimônio histórico e situada às margens de um lago cercado por montanhas e com população de 380.000 moradores. As duas localidades ficam próximas do Irã, com população majoritária de curdos.

Os sobreviventes passaram uma segunda noite de angústia com os tremores secundários e criaram fogueiras, à espera da distribuição de ajuda.

Dois acampamentos foram montados, com distribuição de alimentos, mas muitos criticam a falta de calefação, cobertores, remédios. Também afirmam que recebem apenas pão e água.

As críticas e suspeitas recaem sobre a prefeitura, nas mãos do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, surgido do movimento islamita), que favoreceria aqueles que consideram seus eleitores.

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