Terremoto de magnitude 7,1 abala Japão e acende alerta de tsunami por duas horas
Governo forma força-tarefa para responder a danos como trem descarrilado, estruturas danificadas e incêndios; Número de feridos ainda não foi divulgado
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a prefeitura japonesa de Kumamoto, na principal ilha do sul do país, nesta terça-feira, 28, deixando feridos e danos. A Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami para as áreas próximas dos mares de Ariake e Yatsushiro, incluindo, além de Kumamoto, as prefeituras de Nagasaki, Fukuoka e Saga. No entanto, o aviso durou apenas cerca de duas horas e já foi suspenso.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) inicialmente estimou a magnitude do terremoto em 7,1, mas posteriormente a revisou para 6,8.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou em comunicado X (ex-Twitter) que seu governo criou uma força-tarefa para coletar informações, avaliar possíveis danos e preparar operações de resgate, caso fossem necessárias. Mais tarde, ela disse a repórteres que há registro de vários feridos e danos a estradas, pontes e edifícios, além de quedas de eletricidade e incêndios, embora não haja detalhes ainda.
Danos
A agência de notícias Kyodo informou que um hospital na cidade de Yatsushiro recebeu cerca de 40 feridos em decorrência do terremoto. Um trem descarrilou e tombou na estação de Yatsushiro, e muros de pedra do Castelo de Kumamoto sofreram danos, segundo a agência. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas entrando em pânico em um shopping quando o terremoto derruba estantes de uma loja de departamentos.
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— sustainme.in®️ (@sustainme_in) July 28, 2026
Yozo Kai, sacerdote de um santuário xintoísta na cidade vizinha de Mashiki, relatou que algumas lanternas de pedra caíram. “Fiquei preocupado se o salão principal e o portão inclinariam novamente”, disse ele à Kyodo.
Outros se lembraram do terremoto que atingiu Kumamoto há 10 anos. “Fiquei assustado”, disse Hiroki Shimoda, funcionário da prefeitura de Mifune, que viu telhas de casas vizinhas despencarem no chão.
A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão informou que grandes instalações públicas ou infraestruturas críticas não sofreram danos, embora as autoridades ainda estejam avaliando a extensão dos estragos. Corpos de bombeiros locais receberam muitas chamadas de emergência relatando incêndios e danos a residências. “Estamos colocando a vida das pessoas como prioridade absoluta”, disse Takaichi, instando os moradores das áreas mais atingidas a terem cautela devido à possibilidade de réplicas.
A circulação dos trens-bala Shinkansen e de trens locais na ilha de Kyushu foi suspensa para verificações de segurança, enquanto a pista do Aeroporto de Aso Kumamoto foi fechada, sem “previsão de retomada das operações”, segundo um aviso no site do aeroporto.
Tsunami
Shinji Kiyomoto, responsável pelo planejamento de medidas contra terremotos e tsunamis da Agência Meteorológica do Japão (JMA), afirmou em coletiva de imprensa que o abalo desencadearia atividade sísmica na região, e recomendou atenção redobrada aos japoneses nos próximos dois ou três dias. Ele ressaltou, no entanto, que não houve registro de tsunami decorrente do tremor, cujo epicentro foi em terra firme.
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão informou que não foram detectadas anomalias em três usinas nucleares próximas.
O Ministério da Defesa do Japão informou que enviou aeronaves à região para avaliar a situação.
Kumamoto foi atingida por um terremoto letal em 2016, que deixou mais de 50 mortos, 1.800 feridos e afetou dezenas de milhares de casas.







