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Tempestade deixa 100 mortos e milhares de desabrigados na América Central

Por Da Redação
31 Maio 2010, 07h50

Pelo menos 100 mortos e milhares de desabrigados, a maioria na Guatemala: este é o registro até a manhã desta segunda-feira da passagem pela América Central da tempestade tropical Agatha.

Na Guatemala, pelo menos 82 pessoas perderam a vida e mais de 100.000 foram retiradas de suas casas. A maior parte das vítimas morreu em deslizamentos que enterraram casas em várias regiões do país, confirmou a Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred).

Apenas no departamento de Chimaltenango (55 quilômetros a oeste da capital) há 49 mortos, disse David de León, porta-voz da Conred. Onze dos 22 departamentos do país foram atingidos, entre eles Chimaltenango e Sololá (oeste), Quiché (norte), Guatemala (centro), Escuintla e Retalhuleu (sul), Zacapá (leste) e Izabal (nordeste). Milhares de casas foram danificadas por inundações e deslizamentos, disse o presidente Alvaro Colom, que ordenou a suspensão das aulas em todo o país a partir desta segunda-feira.

Emergência – Colom, que visitou algumas áreas afetadas neste domingo, advertiu que o país “permanece em fase de emergência”, já que há dezenas de municípios e aldeias sem comunicação por deslizamentos que obstruem as estradas. “Embora a tempestade continue perdendo força gradualmente, a degradação deste sistema continuará favorecendo a formação de nuvens, que podem ser mais carregadas, e chuvas na maior parte do país”, advertiu Conred.

Em El Salvador foram registradas nove mortes causadas pelo fenômeno climático, o que levou o presidente Mauricio Funes a decretar neste domingo alerta vermelho em todo o território. O presidente salvadorenho advertiu que a situação atravessada pelo país é “crítica” e alertou que, apesar de a tempestade começar a perder intensidade, “o risco” de deslizamentos e inundações de rios “é muito alto”.

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Em Honduras o balanço é de 10 mortos e milhares de desabrigados, além de prejuízos milionários. As autoridades decretaram alerta vermelho em cinco dos 18 departamentos do país, entre eles Tegucigalpa. Apenas na Guatemala, o índice pluviométrico médio no sábado chegou aos 168 milímetros, mas as chuvas mais fortes foram registradas em Ciudad Pedro de Alvarado, na fronteira com El Salvador (leste), onde o nível chegou a 430 milímetros.

Auxílio – Colom informou que aeronaves americanas da base militar de Palmerola (Honduras) ajudarão o governo gutemalteco e que também são esperadas ajudas de Colômbia e México na assistência aos desabrigados. O México autorizou a Guatemala a utilizar o aeroporto da cidade fronteiriça de Tapachula (sul) para atender à emergência gerada pela catástrofe.

Além disso, o aeroporto internacional La Aurora, na Cidade da Guatemala, permanecerá fechado pelos próximos cinco dias devido à grande quantidade de cinzas que caiu sobre sua pista após a erupção do vulcão Pacaya na quinta-feira à noite, disse o titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Ronaldo Robles. Para enfrentar estas duas emergências, Colom anunciou que o país assinará um contrato de empréstimo de 85 milhões de dólares com o Banco Mundial.

(Com agência France-Presse)

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