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Tempestade de relâmpagos ameaça região atingida por megaincêndios nos EUA

Em agosto, relâmpagos foram responsáveis por acender centenas de focos de incêndio na Costa Oeste em um intervalo de pouco mais de uma semana

Por Da Redação - 17 set 2020, 19h39

Em meio à pior temporada de incêndios da história da Costa Oeste dos Estados Unidos, partes do estado do Oregon correm risco de ser castigadas por uma tempestade severa ao longo do final da tarde e início da noite desta quinta-feira, 17, segundo previsão do Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos (NWS).

“Isso é sempre preocupante porque tempestades podem produzir raios perigosos e rajadas de vento e até mesmo um pequeno granizo”, disse ao jornal The New York Times o meteorologista do NWS em Medford, no Oregon, Brad Schaaf.

Segundo Schaaf, é “difícil prever exatamente para onde os ventos [da tempestade] empurrariam os incêndios” devido à velocidade do fenômeno meteorológico.

Entre as áreas de maior preocupação para a possível trovoada está o Vale de Willamette, que inclui as seis maiores cidades do Oregon, como Portland, e abriga cerca de 70% da população do estado.

Relâmpagos, que nos últimos dias estão sendo estimulados por fortes ventos sazonais, foram responsáveis por grande parte dos focos de incêndio que surgiram em agosto na Costa Oeste. Em um intervalo de apenas pouco mais de uma semana dentro daquele mês, as descargas elétricas despertaram centenas de princípios de chamas na região.

A temporada de incêndios florestais de 2020, que ainda não atingiu o seu ápice, é a pior da história da Costa Oeste. Em comparação, dos 20 maiores da história da Califórnia, seis estavam ativos até pelo menos sexta-feira 11.

O maior registrado no estado é o incêndio August Complex, que ainda está ativo e já queimou mais de 3.300 km², equivalente a mais de duas vezes a área da cidade de São Paulo.

Ao longo de toda a Costa Oeste, que além do Oregon e da Califórnia também inclui o estado de Washington, as chamas já se alastraram durante a temporada deste ano por mais de 20.000 km² (metade da área do estado do Rio de Janeiro), matando pelo menos 30 pessoas e deixando inúmeras outras desabrigadas.

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