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Tea Party se defende de críticas após massacre no Arizona

Acusação de envolvimento no ataque é 'escandalosa', diz ala ultraconservadora

Por Da Redação 11 jan 2011, 08h18

Ativistas do Tea Party, ala ultraconservadora da direita americana, defenderam o movimento e sua líder Sarah Palin, qualificando de “escandalosa” a acusação de que o recente massacre no Arizona tem relação com a retórica do grupo. “Isto é uma tentativa de nos enfraquecer, a nós do Tea Party, já que a esquerda não pode nos bater nas urnas”, afirmam.

Líderes políticos liberais e a imprensa americana veem uma possível relação entre o massacre de Tucson e a retórica incendiária do movimento ultraconservador. Em mensagem na internet, o partido se diz horrorizado com o ataque, que matou seis pessoas e feriu outras 14, entre elas a congressista democrata Gabrielle Giffords, que segue internada em estado crítico. “Não temos nada a ver com este caso terrível e trágico, mas seguiremos lutando com a mesma paixão por este país que amamos”, declararam.

Segundo o movimento, estas críticas refletem a vontade da esquerda americana “de tratar de explorar politicamente o drama”. O Tea Party qualifica o jovem autor do massacre de “anarquista de extrema esquerda (…) mentalmente perturbado” e completam: “Todos estes esquerdistas dos meios de comunicação e dos partidos políticos que acreditam que podem nos silenciar se enganam. Estamos a caminho de retomar o controle do nosso país pelas urnas, no espaço público e em paz”.

(Com agência France-Presse)

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