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Tamerlan Tsarnaev lia artigos de extrema direita, diz BBC

Terrorista tinha como leitura teorias da conspiração e de supremacia branca

Por Da Redação - 5 ago 2013, 10h41

Tamerlan Tsarnaev, o mais velho dos irmãos responsáveis pelo atentado a bomba na maratona de Boston, vinha lendo artigos americanos de extrema direita antes de cometer o ataque que matou três pessoas e deixou centenas de feridos, informou nesta segunda-feira a rede BBC.

O primogênito lia publicações sobre a “supremacia branca”, teorias da conspiração e materiais sobre massacres. Entre as leituras de Tsarnaev, estão artigos argumentando que os atentados de 11 de setembro e de 1995 contra Oklahoma City foram conspirações do governo. Havia também artigos sobre a morte de civis por drones americanos e sobre a situação dos presos em Guantánamo.

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Os irmãos Tsarnaev, de origem chechena, viveram a infância em uma região da Rússia tumultuada por uma insurgência islâmica, mas viveram a última década em Cambridge, nos EUA. Um amigo de Tamerlan disse que ele se radicalizou no Islã depois que sua carreira como boxeador não vingou por ele não ter cidadania americana. “Ele não gostava dos EUA, achava que os americanos estavam basicamente atacando países do Oriente Médio para roubar seu petróleo”, disse à BBC um amigo identificado como Mike.

Uma porta-voz da mesquita de Cambridge disse que via Tamerlan como um “muçulmano de conveniência”, já que ele não participava de ações de caridade e outras atividades locais. Já amigos do irmão mais novo, Dzhokhar, que foi capturado vivo e formalmente acusado pelo atentado, disseram que ele fumava quantidades enormes de maconha e raramente orava. Um dos amigos disse que Dzhokhar era dominado pelo irmão mais velho e o tratava como uma autoridade.

O FBI está investigando o que levou os irmãos ao terrorismo. A suspeita é a de que a mãe dos rapazes, Zubeidat Tsarnaev, estava envolvida na radicalização. Zubeidat nega as acusações. Dzhokhar, que responde também pelo ataque e pela morte de um policial em uma troca de tiros entre os irmãos e a polícia, disse ser inocente de todas as acusações na primeira audiência sobre o caso.

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