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Talibã que jurou lealdade ao EI é morto no Afeganistão

Segundo autoridades de Helmand, o carro em que Abdul Rauf estava foi atingido por um míssil lançado por um drone americano. EUA dizem que ainda está confirmando a identidade dos que foram mortos em operação

Um ex-chefe Talibã que recentemente jurou lealdade ao Estado Islâmico foi morto na província de Helmand, no Afeganistão, segundo autoridades locais. O mulá Abdul Rauf Khadim foi alvo de um míssil lançado por um drone que atingiu o veículo em que ele estava. Seu cunhado e quatro paquistaneses que o acompanhavam também morreram.

Um porta-voz da coalizão militar liderada pelos EUA no Afeganistão, coronel Brian Tribus, afirmou que uma operação com “munição precisa e guiada” foi realizada em Helmand para matar oito pessoas que eram consideradas uma ameaça. “Estamos trabalhando para confirmar as identidades dos que foram mortos no ataque”, disse o porta-voz, que se negou a confirmar se o míssil foi lançado por um drone.

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Esta foi uma das primeiras operações sob o novo mandato da Otan no país. Também pode ser a primeira operação militar realizada contra o EI no Afeganistão, fora do território da Síria e do Iraque, onde o grupo terrorista prega a implantação de um califado, apontou o jornal The New York Times.

No mês passado, o EI anunciou que estava expandindo seu terror para o Khorasan – o termo é usado para descrever a região que compreende o Afeganistão, partes do Paquistão e do Tadjiquistão. Também é o nome usado pelo EI para sua ramificação na região.

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Apesar de ainda não haver muitas provas de laços operacionais entre o Estado Islâmico e o Talibã, militantes têm proclamado lealdade ao EI recentemente. Ex-preso de Guantánamo, ele Khadim começou a recrutar jihadistas para uma célula local do grupo, o que atraiu a atenção das autoridades não apenas em Cabul, mas também em Washington. O governo afegão insiste que os que estão aderindo ao Estado Islâmico são talibãs descontentes que não representam um desenvolvimento significativo do grupo no país.

(Com agências Reuters e EFE e Estadão Conteúdo)