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Tailândia se oferece para receber reunião entre Trump e Kim Jong-un

Local da cúpula entre os dois líderes ainda não foi definido, gerando especulações que vão da Mongólia até Singapura

A Tailândia se ofereceu nesta terça-feira para receber a aguardada reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, enquanto a especulação prossegue a respeito da sede do encontro. A reunião deve acontecer entre o fim de maio e o começo de junho. “A Tailândia está preparada para facilitar e receber as conversações”, disse o ministro das Relações Exteriores, Don Pramudwinai, antes de destacar que o país não foi procurado para falar sobre a possibilidade.

A embaixada dos Estados Unidos se recusou a fazer comentários. Kim se reunirá com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, nesta sexta-feira, um evento considerado como um importante prelúdio para o encontro de cúpula com Trump. O encontro está previsto para acontecer em Panmunjon, na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias.

No início do mês, Trump disse que estavam sendo consideradas cinco cidades para a reunião, “provavelmente no início de junho”, que ele espera que resulte em um acordo de desnuclearização da Coreia do Norte. Mas o presidente americano não especificou o local, o que gerou especulações que vão da Mongólia a Escandinávia, passando por Singapura. Bangkok, também tem sido uma especulação.

A Tailândia é um aliado histórico dos Estados Unidos e também possui relações diplomáticas com a Coreia do Norte. O número dois da junta militar que governa a Tailândia, Prawit Wongsuwon, está nos Estados Unidos, onde se reuniu com o secretário de Defesa, James Mattis, de acordo com o governo.

Na semana anterior, Trump afirmou que pode desistir da reunião se sentir que não será produtiva. Seu principal objetivo com a cúpula é buscar a desnuclearização da península, algo que a Coreia do Sul já reforçou que está nos planos da vizinha do norte. No último fim de semana, Pyongyang anunciou uma moratória dos testes nucleares e lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais.

(Com AFP)