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Tailândia dissolve Parlamento e convoca novas eleições

Primeira-ministra anuncia medida para tentar amenizar a crise política que assola o país. Novos protestos antigoverno devem acontecer nesta segunda

Por Da Redação 9 dez 2013, 00h59

A primeira-ministra tailandesa Yingluck Shinawatra anunciou nesta segunda-feira que vai dissolver o Parlamento do país e convocar novas eleições gerais dentro do prazo de sessenta dias. A medida visa amenizar a crise política que tomou conta do país na última semana e acontece no mesmo dia em que manifestantes planejam marchar contra a sede do governo em um enorme protesto marcado para esta segunda.

“Neste momento, quando há tantas pessoas de tantos grupos que se opõe ao governo, a melhor solução é devolver o poder ao povo tailandês e convocar novas eleições”, anunciou Yingluck em pronunciamento na televisão.

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A dissolução do Parlamento acontece um dia após a oposição tailandesa ter renunciado em grupo às suas cadeiras na Casa como forma de aumentar a pressão pela renúncia da primeira-ministra. “Não podemos ficar, já que não podemos trabalhar com um governo ilegítimo”, declarou o político democrata Nipit Intarasombat, um dos opositores.

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Os manifestantes acusam o governo eleito de corrupção e de ser comandado pelo primeiro-ministro deposto e irmão mais velho da atual primeira-ministra, Thaksin Shinawatra, e pedem mudanças no sistema político do país. Durante os protestos nos últimos dias, opositores ocuparam diversos prédios do governo tailandês. Novas manifestações devem ocorrer nesta segunda-feira, em um dia que os opositores batizaram como a “batalha final contra a corrupção”.

Histórico – A Tailândia vive uma crise política desde o golpe militar que derrubou ao governo de Thaksin em 2006. Thaksin e sua irmã contam com grande apoio entre as classes baixas e nas áreas rurais do nordeste, enquanto grande parte de seus opositores procedem das classes médias e altas urbanas e de setores próximos do Exército e da monarquia.

Os protestos contra Yingluck estouraram no país há cerca de dez dias. Os manifestantes são contra um projeto de lei apoiado pelo governo que pretende conceder uma anistia ao irmão da premiê. Com isso, ele não precisaria cumprir os dois anos de prisão por corrupção. Thaksin foi condenado em 2008, dois anos depois de ser derrubado em um golpe militar. Com exceção de um breve retorno à Tailândia em 2008, ele viveu no exílio desde então. Os tribunais também congelaram milhões de dólares seus em bancos tailandeses, mas a Justiça tailandesa acredita que Thaksin ainda tenha uma grande quantidade de dinheiro no exterior.

Desde o estabelecimento da monarquia constitucional na Tailândia, em 1932, o país já vivenciou dezoito golpes de Estado ou tentativas de derrubar o governo.

(Com agência EFE)

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