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Tabloide inglês denuncia ‘caça às bruxas’ contra jornalistas

Cinco funcionários do jornal 'The Sun' foram detidos no sábado por corrupção

Por Da Redação 13 fev 2012, 09h22

O tabloide britânico The Sun denunciou nesta segunda-feira em um editorial uma “caça às bruxas” após a prisão de vários jornalistas por corrupção. De acordo com o editorial, os profissionais “são tratados como integrantes de um grupo criminoso, algo que em outra época teria provocado a indignação do Parlamento e entre os defensores dos Direitos Humanos e das liberdades públicas”.

Entenda o caso

  1. • O tabloide News of the World recorria a detetives e escutas telefônicas em busca de notícias exclusivas – entre as vítimas estão celebridades, políticos, membros da família real e até parentes de soldados mortos.
  2. • Policiais da Scotland Yard também teriam sido subornados para fornecer informações em primeira mão aos jornalistas.
  3. • O escândalo forçou o fechamento do jornal sensacionalista, que circulou por 168 anos e era um dos veículos do grupo News Corp., do magnata Rupert Murdoch.
  4. • Agora, a polícia investiga uso de grampos ilegais em outros jornais britânicos.

Leia mais no Tema ‘Grampos na Grã-Bretanha’

“O The Sun não é um pântano que precisa ser higienizado”, escreveu Trevor Kavanagh, editor-chefe adjunto do jornal mais vendido da Grã-Bretanha e que pertence ao conglomerado de meios de comunicação do magnata Rupert Murdoch. “A caça às bruxas nos situa abaixo de antigos estados soviéticos em matéria de liberdade de imprensa”, estampou o editorial em seu título.

No texto, o jornalista responsável ainda questiona: “É surpreendente que Grã-Bretanha tenha caído nove posições, para a 28ª e atrás de ex-países do bloco soviético como Polônia, Estônia e Eslováquia, na classificação mundial sobre a liberdade de imprensa?”.

Prisões – Cinco funcionários da redação do The Sun foram presos no sábado no âmbito de uma investigação sobre pagamentos clandestinos supostamente realizados por jornalistas a policiais em troca de informação. Essas investigações por corrupção são realizadas em paralelo com as relativas às interceptações telefônicas clandestinas praticadas por outro tabloide do conglomerado de Murdoch, o News of the World, que fechou em 2011 devido ao escândalo.

A polícia prendeu 17 pessoas pelo escândalo das escutas ilegais, incluindo Rebekah Brooks, ex-diretora do News of the World, e outras 21 pessoas por acusações de corrupção. O escândalo das escutas ilegais e suas ramificações já obrigou o grupo Murdoch a indenizar mais de 50 vítimas. De acordo com a polícia, o News of the World interceptou clandestinamente telefones de cerca de 800 pessoas desde o ano 2000, incluindo membros da família real.

(Com agência France-Presse)

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