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Suspeito de atentado em Lyon jurou lealdade ao Estado Islâmico

Apesar do juramento, o grupo terrorista ainda não assumiu a autoria dos atentados; o suspeito Mohamed Hichem M. continua a ser interrogado

O suspeito de cometer o  atentado em Lyon, na França, afirmou ter jurado lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em depoimento aos investigadores do caso. A explosão de um pacote bomba em uma rua de pedestres no centro da cidade deixou 13 pessoas feridas no último dia 24.

Mohamed Hichem M., um argelino de 24 anos, já havia admitido na quarta-feira 29 ter preparado o pacote com explosivos para detonação.

Hichem e seu irmão, também suspeito, continuam sendo interrogados pelos serviços antiterroristas franceses (Sdat) perto de Paris. Seus pais, detidos na segunda-feira, foram soltos nesta quinta-feira por falta de provas que os ligassem ao atentado, informou a Procuradoria de Paris.

Na sexta-feira 24, por volta das 12h30 (horário de Brasília), um jovem de bicicleta, boné e óculos de sol depositou na frente de uma padaria um saco de papel contendo uma bomba caseira, cheia de parafusos, bolas de metal e pilhas. Também havia no pacote uma placa de circuito impresso e um dispositivo de disparo remoto.

O pacote continha uma pequena quantidade de TATP, explosivo instável usado nos ataques de 13 de novembro de 2015 na França.

Durante as buscas realizadas na casa da família em Oullins, no subúrbio de Lyon, os investigadores encontraram “elementos que podem entrar na composição do TATP”. A análise dos equipamentos de informática apreendidos durante as buscas também “destacou pesquisas na internet relacionadas à jihad e à fabricação de artefatos explosivos”, segundo a mesma fonte.

Os investigadores puderam seguir a rota do “jovem de bicicleta” graças às imagens do circuito de câmeras de vigilância de Lyon e Oullins. A análise de seus dados telefônicos e de compras feitas na internet também ajudaram os investigadores a chegar até ele.

Até o momento, o grupo terrorista não assumiu a autoria do atentado.