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Suspeita de matar irmão de Kim Jong-un é presa

A detenção ocorreu 24 horas após o anúncio da morte de Kim Jong-nam, filho mais velho do falecido ditador Kim Jong-il, que vivia no exílio há anos

Por Da redação 15 fev 2017, 14h05

Os policiais malaios que investigam a morte do meio-irmão do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, detiveram uma suspeita nesta quarta-feira. A inteligência sul-coreana acredita que a agentes da Coreia do Norte assassinaram Kim Jong-nam. Enquanto a Coreia do Sul informou que a vítima havia sido envenenada por espiãs norte-coreanas, a polícia de Kuala Lumpur anunciou a detenção de uma mulher com passaporte vietnamita.

A detenção ocorreu 24 horas após o anúncio da morte de Kim Jong-nam, de 45 anos, filho mais velho do falecido ditador Kim Jong-il, que vivia no exílio há anos. Alguns meios de comunicação disseram que um líquido foi lançado contra o rosto da vítima com a ajuda de um spray; O assassinato, ocorrido na segunda-feira, dias antes das celebrações na Coreia do Norte pelo nascimento de Kim Jong-il, foi apresentado por Seul como uma prova da “brutalidade da natureza desumana” do regime de Pyongyang.

  • As imagens das câmeras de segurança publicadas pela imprensa malaia mostram uma asiática, apresentada como uma das suspeitas, vestida com uma camiseta branca com as letras “LOL” estampadas. O chefe da polícia malaia, Khalid Abu Bakar, declarou que Doan Thi Huong, de 28 anos, havia sido detida no aeroporto de Kuala Lumpur na manhã desta quarta-feira, mas não explicou por que a mulher estava no aeroporto dois dias após o crime. A asiática foi “formalmente identificada a partir das imagens das câmeras de segurança do aeroporto e estava sozinha no momento da detenção”.

    Dor de cabeça — Nesta quarta-feira era realizada a necropsia do corpo da vítima, em Kuala Lumpur. Trata-se da personalidade mais importante assassinada pelo governo de Kim Jong-un desde a execução, em dezembro de 2013, de seu tio, Jang Song-thaek, outrora número dois oficioso do regime. A polícia malaia explicou que a vítima estava no hall de embarque do aeroporto quando o ataque ocorreu.

    Kim Jong-nam disse “que alguém havia agarrado sua cabeça por trás e jogado um líquido em seu rosto”, declarou o chefe da polícia criminal, Fadzil Ahmat, segundo o jornal malaio The Star. “Ele pediu ajuda e imediatamente foi enviado à clínica do aeroporto. Neste momento, disse que tinha dor de cabeça e parecia estar prestes a desmaiar”, contou. “Na clínica do aeroporto ele sofreu um ataque cardíaco. Foi colocado em uma ambulância e quando estava a caminho do hospital, morreu”.

    kim-jong-nam
    Câmeras de segurança gravaram imagens de uma suspeita de atacar Kim Jong-nam

    (Com agência France-Presse)

     

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