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Suprema Corte dos EUA mantém uso de injeção letal como método de execução

O procedimento envolve o uso do sedativo midazolam, que vem sendo questionado por casos em que a execução foi longa e dolorosa

A Suprema Corte dos EUA anunciou nesta segunda-feira sua decisão de manter o uso da injeção letal como método de execução em casos de pena de morte. O uso do sedativo midazolam foi amplamente criticado e questionado em diversos casos em que a execução foi longa e dolorosa. Execuções problemáticas nos estados do Arizona, Ohio e Oklahoma levantaram dúvidas sobre o tempo de efeito da droga e se ela realmente induz ao sono profundo.

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Em Oklahoma, autoridades do Estado tentaram proibir o uso da injeção letal após, em abril do ano passado, o condenado Clayton Lockett ter se contorcido e gemido na maca durante todo o processo de execução. Ele morreu 43 minutos após a aplicação da injeção. Em julho, o assassino Joseph Wood sofreu com os efeitos das drogas por duas horas antes de morrer. O processo de execução foi tão demorado que os advogados do criminoso tiveram tempo de protocolar um recurso para tentar interromper a ação.

Frente ao debate, o governador do Estado de Utah aprovou, em março, uma lei autorizando a substituição da injeção mortal pelo fuzilamento. Arkansas, Wyoming e Idaho também consideram tal medida. No Tennessee, legisladores concordaram que, diante da escassez das drogas, os detentos deverão ser executados em cadeiras elétricas.

No caso analisado pela Suprema Corte, advogados três presos em Oklahoma argumentavam que o sedativo não poderia alcançar o nível de sono profundo necessário para o procedimento. Segundo eles, o uso do medicamento violava a oitava emenda da Constituição dos EUA, que proíbe punições cruéis e incomuns. No entanto, a decisão foi aprovada por cinco dos nove juízes da corte máxima americana.

(Da redação)