Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Suprema Corte dos EUA bloqueia plano de imigração de Obama

O projeto permitiria que 4 milhões de imigrantes ilegais no país entrassem em um programa que os protegessem da deportação através de licenças formais de trabalho

Por Da Redação 23 jun 2016, 14h52

A Suprema Corte dos Estados Unidos bloqueou nesta quinta-feira o projeto do presidente Barack Obama para barrar a deportação e prover autorização de trabalho para milhões de imigrantes ilegais no país. O resultado, no entanto, foi decidido em uma votação apertada, de 4 votos contra e 4 a favor, empate que inviabiliza a continuidade da medida. O placar empatado só aconteceu porque a nona vaga da Corte máxima americana, que era do juiz Antonin Scalia, falecido em fevereiro, ainda não foi preenchida.

A decisão não significa que o governo deverá deportar os imigrantes – muitos dos quais têm filhos nascidos nos Estados Unidos. O resultado, por outro lado, impede a tentativa do governo de normalizar a presença deles no país ao autorizar a procura por trabalho. Obama criticou a decisão da Corte, pois, segundo ele, a imigração não deve provocar medo. “Acho que é desolador para milhões de imigrantes que fizeram sua vida aqui, que criaram suas famílias aqui, e têm esperança na oportunidade de trabalhar, pagar seus impostos, servir nas Forças Armadas e contribuir para este país que todos amamos”, afirmou o presidente.

Leia mais:

Plano de imigração de Obama é discutido na Suprema Corte dos EUA

Nova lei da imigração: estados processam governo Obama

Continua após a publicidade

Democratas sentam no chão do Congresso para exigir votação de leis de controle de armas

O plano de Obama foi desenhado para permitir que cerca de 4 milhões de pessoas – aquelas que vivem ilegalmente nos EUA desde pelo menos 2010, não possuem antecedentes criminais e têm filhos que são cidadãos dos EUA ou residentes permanentes legais – entrem em um programa que as proteja da deportação e forneça licença de trabalho.

O projeto estava previsto para entrar em vigor em fevereiro e foi implantado por decreto presidencial, ou seja, sem a aprovação do Congresso ou do Senado americano. Porém, um dia antes de sua estreia, 26 Estados liderados pelo Texas entraram com um processo na Suprema Corte contra a medida. O resultado desta quinta-feira foi um duro golpe para o ambicioso plano, que permanecerá bloqueado e voltará ao Congresso para nova votação, ainda sem previsão, e que dificilmente será posto em prática durante o mandato do atual presidente democrata.

(Da redação)

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês