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Suécia segue Finlândia e sinaliza adesão à Otan

Um dia após o governo da Finlândia afirmar que o país deve entrar na organização militar "sem demora", Suécia defende adesão para "amortecer conflitos"

Por Da Redação Atualizado em 13 Maio 2022, 15h09 - Publicado em 13 Maio 2022, 12h27

Um relatório divulgado por Estocolmo nesta sexta-feira, 13, sinalizou que vai seguir a liderança da Finlândia e se candidatar à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O governo finlandês declarou na véspera que a nação vai entrar na aliança militar.

Com a decisão, a Suécia pode encerrar mais de 200 anos de neutralidade, fortalecendo a organização que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, procura domar.

“A adesão da Suécia à Otan aumentaria o limite para conflitos militares e, portanto, teria um efeito amortecedor nos conflitos no norte da Europa”, segundo uma análise apresentada pela ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde.

“Se a Suécia e a Finlândia fossem membros da Otan, todos os países nórdicos e bálticos seriam cobertos por garantias de defesa coletiva. A incerteza atual sobre que forma a ação coletiva tomaria se ocorresse uma crise de segurança ou um ataque armado diminuiria”, acrescentou.

+ Suécia e Finlândia na Otan: maior e mais humilhante derrota de Putin

O ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, disse que a adesão à Otan tornaria a resposta dos aliados da Suécia mais previsível.

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“Com a adesão, a incerteza sobre como agir diante de uma crise de segurança ou ataque armado seria reduzida”, disse ele.

O relatório sueco constatou que a Rússia estava se tornando “cada vez mais totalitária” e que a repressão da sociedade civil e a oposição política “são extensas e crescentes”.

“A relação de reforço mútuo entre a repressão interna da Rússia e a agressão externa ficou assim clara”, afirmou o relatório sueco.

+ A caminho da extinção, Otan recupera relevância em meio à guerra

Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, já declarou que a Rússia vai reforçar suas defesas se a Suécia e a Finlândia se juntarem à Otan. Segundo ele, se os dois países aderirem à aliança, não se poderá mais falar de um Báltico “livre de armas nucleares”, pois “o equilíbrio deve ser restaurado”.

“Até hoje, a Rússia não tomou tais medidas e não iria”, disse Medvedev. “Mas se nossa mão for forçada, bem… Tomem nota que não fomos nós que propusemos isso.” A Rússia faz fronteira com os estados bálticos da Estônia e da Letônia, e o enclave russo de Kaliningrado fica entre a Polônia e a Lituânia.

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