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Suécia rejeita interrogar Assange na embaixada do Equador

As autoridades suecas não ofereceram nenhuma explicação para a decisão. Governo equatoriano vai decidir sobre asilo após a Olimpíada

Por Da Redação 1 ago 2012, 14h53

A Promotoria da Suécia rejeitou a possibilidade de interrogar Julian Assange na embaixada equatoriana em Londres, onde o fundador do Wikileaks está refugiado desde junho para evitar sua extradição ao país escandinavo, informou nesta quarta-feira a agência britânica Press Association. As autoridades suecas, que querem interrogar Assange por supostos crimes sexuais cometidos em 2010, recusaram o convite do Equador “sem oferecer nenhuma explicação”.

Entenda o caso

  1. • Julian Assange é acusado de agressão sexual por duas mulheres da Suécia, mas nega os crimes, diz que as relações foram consensuais e que é vítima de perseguição.
  2. • Ele foi detido em 7 de dezembro de 2010, pouco depois que o site Wikileaks, do qual é o proprietário, divulgou milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana que revelam métodos e práticas questionáveis de muitos governos – causando constrangimentos aos EUA.
  3. • O australiano estava em prisão domiciliar na Grã-Bretanha, até que em maio de 2012 a Justiça determinou sua extradição à Suécia; desde então, ele busca meios jurídicos para ter o caso reavaliado, com medo de que Estocolmo o envie aos EUA.

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A informação foi confirmada também por uma das advogadas do ativista, Jennifer Robinson, em declarações à emissora russa de televisão ‘Russia Today’, onde o próprio Assange apresenta um programa. A advogada lamentou que a Suécia “tenha se negado a usar os sistemas legais mútuos” que permite interrogar o jornalista no Reino Unido.

Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde o dia 19 de junho, à espera da decisão do governo equatoriano sobre seu asilo político. Assange foi detido em Londres em dezembro de 2010 sob uma ordem de detenção emitida pela Suécia, dias depois de o Wikileaks publicar milhares de telegramas diplomáticos confidenciais dos Estados Unidos que foram revelados a governos do mundo todo.

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Jennifer confirmou que o governo equatoriano solicitou garantias aos governos britânico e sueco para que não autorizem uma eventual extradição aos EUA, mas ainda não obteve resposta. Também foi perguntado aos EUA se há algum processo aberto contra Assange, mas também nenhuma resposta foi dada até o momento. A equipe de defesa do ativista, liderado pelo ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, teme que seu cliente possa ser extraditado da Suécia aos EUA, onde poderia enfrentar duras penas caso fosse acusado de traição, por causa da publicação dos documentos secretos.

A advogada lamentou que o governo da Austrália, país natal de Assange, não tenha feito essas gestões, apesar dos insistentes pedidos de pessoas próximas do ativista. Enquanto isso, Julian Assange, de 41 anos, segue recluso na embaixada do Equador em Londres, pois corre risco de ser detido pela polícia britânica, por violação das condições de sua liberdade condicional, caso saia na rua.

Pedido de mãe – Nesta quarta-feira, a mãe do fundador do Wikileaks, Christine Assange, reiterou durante um encontro com o presidente do Equador, Rafael Correa, o pedido de asilo feito por seu filho. “Foi feito respeitosamente para o Estado equatoriano, que é o que soberanamente toma a decisão e, particularmente, o presidente da República”, disse à imprensa o chanceler Ricardo Patiño, ao final do encontro celebrado no palácio de governo, em Quito.

O governo do Equador anunciou que decidirá sobre este pedido de asilo uma vez que terminem os Jogos Olímpicos de Londres, em 12 de agosto.

(Com agência EFE)

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