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Suécia: licença paternidade deve aumentar para 3 meses

Atualmente, a licença para os pais suecos é de 2 meses. Eles recebem 80% do salário durante o período de pausa

Por Da Redação 29 Maio 2015, 19h17

A Suécia pretende aumentar de dois para três meses o período de licença paternidade a partir de 2016, como medida para aumentar a igualdade entre os gêneros. Hoje, o país oferece uma licença de 16 meses a ser dividida entre os pais, sendo que dois meses são reservados exclusivamente ao homem.

Segundo a nova proposta do governo, pais e mães devem necessariamente tirar uma pausa de três meses após o nascimento de seus filhos, ou então perdem esse direito. Os dez meses restantes são divididos entre o pai e a mãe, da forma como desejarem. Em 1995, o país decidiu oferecer um mês de licença especialmente aos pais, e em 2002 ampliou o direito para dois meses. Os 16 meses pode ser tirados pelos pais até a criança completar 8 anos de idade, e depois se expiram.

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O período reservado aos homens ficou conhecido como ‘meses do papai’, pois encoraja a maior participação paterna na vida dos bebês. Um terceiro mês “é algo que sempre desejamos. Sabemos que essa é uma questão chave para alcançar igualdade de gênero”, afirmou o ministro de segurança social Annika Strandhäll à Rádio Sweden.

Os pais recebem 80% de seus ordenados durante a licença, limitados por um teto salarial de cerca de 4.000 euros, ou 14.000 reais. Apesar das grandes conquistas alcançadas em termos de igualdade de gêneros, os homens ainda são melhor remunerados em comparação às mulheres na Suécia, e como resultado, sofrem maior prejuízo econômico ao ficarem em casa com suas famílias.

A medida será apresentada ao parlamento sueco pelo governo social democrata no segundo semestre de 2015 e deve receber o apoio dos partidos liberais e de esquerda.

No Brasil, a licença concedida aos pais é de 5 dias.

(Da redação)

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