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Suécia avalia proibir redes sociais para menores de 15 anos; veja onde regra já existe

Proposta prevê que empresas como Meta e TikTok sejam responsáveis por verificar a idade dos usuários.

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jun 2026, 16h01 | Atualizado em 3 jun 2026, 11h06
Suécia avalia proibir redes sociais para menores de 15 anos; veja onde regra já existe Priorize VEJA no Google

A Suécia pode se tornar o mais novo país a impor restrições ao uso de redes sociais por crianças e adolescentes. Uma comissão nomeada pelo governo recomendou nesta terça-feira, 2, a adoção de uma idade mínima de 15 anos para acesso às plataformas, ampliando uma ofensiva internacional que já inclui países como Austrália, Noruega e França.

Atualmente, a Suécia segue a regra adotada por diversas redes sociais, segundo a qual menores de 13 anos precisam de autorização dos pais para criar uma conta. A proposta prevê que empresas como Meta e TikTok sejam responsáveis por verificar a idade dos usuários. Autoridades suecas argumentam que os impactos das redes sociais sobre a saúde mental dos jovens justificam regras mais rígidas.

“As razões para introduzir um limite de idade superam os benefícios do acesso gratuito contínuo a este tipo de mídia”, afirmou a investigadora Lisa Englund Krafft, responsável pelo relatório, durante uma coletiva ao lado do ministro de Assuntos Sociais e Saúde Pública, Jakob Forssmed.

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‘Estamos perdendo uma geração’

A recomendação ainda será analisada pelo governo sueco e poderá servir de base para futuras propostas legislativas. Na coletiva, Forssmed advertiu que o uso excessivo de redes sociais e telas representa um dos principais desafios enfrentados por crianças e adolescentes.

“Estamos perdendo uma geração inteira para a rolagem infinita”, declarou. “As telas e as redes sociais e seu impacto na saúde de crianças e jovens são um dos maiores desafios do nosso tempo.”

O debate ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre os efeitos das plataformas digitais na saúde mental de adolescentes. Estudos e autoridades de saúde vêm apontando riscos associados ao uso excessivo das redes, como ansiedade, distúrbios do sono, dependência digital, cyberbullying e exposição a conteúdos nocivos.

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Outros países

A Suécia não está sozinha. Nos últimos dois anos, diversos países passaram a discutir formas de restringir o acesso de menores às redes sociais. O caso mais emblemático é o da Austrália, que aprovou uma legislação inédita proibindo menores de 16 anos de manter contas em plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, Snapchat e YouTube.

A medida, considerada pioneira no mundo, prevê multas pesadas para empresas que descumprirem as regras. A decisão australiana se tornou referência para governos que buscam limitar a presença de crianças e adolescentes em redes sociais e intensificou o debate sobre mecanismos de verificação de idade.

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Na Europa, a pressão por regras mais rígidas também ganha força. A Noruega anunciou em abril que pretende apresentar ainda neste ano um projeto para proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Já a França aprovou uma legislação que prevê restrições para menores de 15 anos, enquanto a Espanha discute elevar para 16 anos a idade mínima para acesso às plataformas.

Grécia, Dinamarca e outros países da União Europeia (UE) também defendem medidas de controle mais rigorosas e pressionam por soluções conjuntas no bloco, especialmente sistemas de verificação capazes de impedir o acesso de menores sem comprometer a privacidade dos usuários. A Comissão Europeia, braço executivo da UE, tem desenvolvido ferramentas para confirmar a idade e avalia novas regras voltadas à proteção de crianças e adolescentes na internet.

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