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Suécia arquiva investigação contra Julian Assange, do Wikileaks

O jornalista de 45 anos está abrigado desde 2012 na Embaixada do Equador em Londres e ainda pode ser preso se deixar o prédio

Por Da redação - Atualizado em 19 maio 2017, 15h25 - Publicado em 19 maio 2017, 08h52

A Justiça da Suécia anunciou nesta sexta-feira que encerrou a investigação sobre o fundador do Wikileaks, Julian Assange, por acusação de estupro. O jornalista australiano está refugiado há 5 anos na Embaixada do Equador em Londres, para evitar ser extraditado ao país nórdico e, desde ali, aos Estados Unidos, onde pode ser acusado pelos vazamentos de seu site.

Segundo a procuradoria sueca, não há mais caminhos para se levar a investigação de estupro em frente. O advogado de Assange, Per Samuelson, disse que a decisão é uma “vitória total” para o jornalista.

O anúncio sueco, porém, não apaga todas as dúvidas sobre o futuro de Assange. A polícia de Londres declarou hoje que é obrigada a prender o jornalista se ele deixar o prédio da embaixada, já que enfrenta acusação por não ter comparecido a uma audiência na corte inglesa, em 29 de junho de 2012. A Inglaterra também tem um acordo de extradição com os americanos, por isso, Assange corre risco de ser entregue ao país.

O fundador do Wikileaks é responsável pela publicação de milhares de documentos secretos militares e diplomáticos americanos, em um dos maiores vazamentos de informações da história dos Estados Unidos. Assange nega a acusação de estupro, que teria acontecido após uma conferência de seu site em Estocolmo, e defende que o caso tem “motivação política”.

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Após o anúncio da Suécia, Assange apenas publicou uma foto antiga sua no Twitter, sem comentários. Já o perfil do Wikileaks informou que a Inglaterra irá prendê-lo e se recusa a confirmar ou negar que recebeu um pedido de extradição americano.

(Com Reuters e EFE)

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