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Soldados quenianos são presos por saquearem shopping atacado

Exército do país, que chegou a negar a ocorrência de saques no local, agora confirma prisões

Por Da Redação - 29 out 2013, 10h56

Dois soldados quenianos foram presos após serem acusados de saquear uma loja do shopping Westgate, em Nairóbi, durante a operação de retomada do local após um ataque terrorista que resultou na morte de pelo menos 69 pessoas, em setembro. O anúncio das prisões foi feito nesta terça-feira pelo chefe do estado-maior do Quênia, Julius Karangi, que também afirmou que um terceiro soldado está sendo investigado, segundo informações publicadas pela rede BBC.

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Na semana passada, o próprio Karangi havia negado os saques, apesar de imagens de câmeras de segurança terem mostrado militares recolhendo itens de prateleiras e levando sacolas durante a operação que eliminou os terroristas do grupo somali Al Shabab, que havia tomado o shopping. As imagens também mostram mais de uma dezena de soldados que aparentam ter pegado itens, um número bem superior ao de presos ou investigados.

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Segundo a versão anterior de Karangi, os soldados haviam apenas pegado água para saciar a sede. As câmeras de segurança, porém, mostram membros das Forças Armadas carregando caixas com produtos eletrônicos de uma loja de telefones celulares.

Prisões – Também nesta terça-feira, a polícia queniana informou que ainda mantém presos cinco suspeitos de participação no ataque, e que espera poder acusá-los formalmente em breve.

“Nós queríamos formalizar a acusação contra cinco dos terroristas no tribunal na segunda-feira, mas decidimos investigar primeiro uma troca de mensagens ocorrida em 17 de setembro. Há várias questões que necessitam de investigação minuciosa. Por isso, não podemos correr para o tribunal”, disse Ndegwa Muhoro, chefe do Departamento de Investigação Criminal da Polícia do Quênia.

O chefe também disse que a polícia investiga um telefonema que foi feito para a Noruega de dentro do shopping no momento dos ataques. Entre os suspeitos pelo ataque, está Um cidadão norueguês de origem somali, de 23 anos de idade, que é chamado Hassan Abdi Dhuhulow.

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(Com agência France-Presse)

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