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Soldado francês em patrulha é esfaqueado perto de Paris

Ataque ocorre dias depois do assassinato de um soldado britânico em Londres por dois homens que diziam vingar muçulmanos

Por Da Redação 25 Maio 2013, 16h32

Um soldado francês que patrulhava uma região comercial a oeste de Paris, na França, foi esfaqueado no pescoço neste sábado por um homem que fugiu e está sendo procurado pela polícia. As informações foram dadas pelo presidente francês, François Hollande, em entrevista na Etiópia. Uniformizado, o soldado estava acompanhado de dois homens e patrulhava a região como parte do plano de vigilância antiterrorista francês “Vigipirate” quando foi abordado por trás e atingido com uma faca ou estilete.

Hollande comentou o esfaqueamento dizendo que o homem que atacou o soldado ainda está à solta e que a polícia explora todas as pistas. “Ainda não sabemos as circunstâncias exatas do ataque ou a identidade do atacante” declarou o presidente aos jornalistas.

Pierre-André Peyvel, comissário de polícia da área de Hauts-de-Seine, disse que o soldado perdeu uma quantidade considerável de sangue, mas sobreviverá. O jornal francês Le Parisien citou uma fonte policial segundo a qual o suspeito do ataque é um norte-africano de barba e cerca de 30 anos. Ele estaria usando uma vestimenta de estilo árabe sob o casaco.

A França está em alerta contra ataques de militantes islâmicos desde sua intervenção militar no Mali em janeiro, que desencadeou ameaças contra alvos franceses da parte da AQIM, o braço norte-africano da Al Qaeda.

Londres – O ataque ocorre dias depois do assassinato de um soldado britânico em uma rua de Londres, morto por dois homens que disseram agir para vingar a violência contra muçulmanos. O amigo de um dos terroristas responsáveis pela morte brutal de um soldado britânico em Woolwich foi preso na noite desta sexta-feira por agentes de contraterrorismo.

Abu Nusaybah foi detido logo após afirmar em uma entrevista para a rede de televisão BBC que o serviço de inteligência do país (MI5) tentou “recrutar” Michael Adebolajo como informante seis meses antes do atentado.

(Com Reuters)

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