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Soldado destroçado por terroristas em Londres deixou filho de 2 anos

O fuzileiro Lee Rigby foi vítima de um ato de selvageria cometido por dois homens que disseram agir em nome do Islã. O soldado tinha 25 anos

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 10h02 - Publicado em 23 Maio 2013, 13h53

O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha divulgou nesta quinta-feira a identidade do soldado que foi destroçado por dois homens que disseram agir em nome do Islã. A vítima da selvageria em Woolwich, sudeste da capital britânica é o fuzileiro Lee Rigby, nascido em 1987, em Manchester. Ele deixa um filho de 2 anos. Segundo o comunicado, Rigby ingressou no Exército em 2006 e servia como fuzileiro em Londres desde 2011. O Exército o descreve como um “apaixonado fã” do time britânico Manchester United e um pai amoroso de seu filho, Jack, de 2 anos.

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O ministro da Defesa, Philip Hammond, disse estar “horrorizado e entristecido” pela morte de Rigby. “Este foi um assassinato sem sentido de um soldado que serviu o Exército fielmente em várias funções, incluindo missões operacionais no Afeganistão. Nossos pensamentos estão com sua família e entes queridos, que tentam se recuperar dessa terrível perda. Isso nos lembra do quanto somos vulneráveis, mas também nos lembra a responsabilidade de não nos intimidarmos diante desse tipo de ação terrorista”.

A barbárie cometida pelos terroristas chocou os britânicos – e o mundo – nesta quarta-feira. “Eles o estavam picando, despedaçando”, disse uma testemunha em entrevista a uma rádio londrina. Logo depois do ataque, ainda com as mãos ensanguentadas, um dos responsáveis pelo ataque foi filmado. “Nós juramos por Alá que nunca deixaremos de lutar contra vocês. A única razão pela qual fizemos isso é porque muçulmanos estão morrendo todos os dias. O soldado britânico é olho por olho, dente por dente”, disse, raivoso.

‘Lobo solitário’ – Os dois responsáveis pelo ataque na capital britânica parecem ser aquilo que os especialistas em segurança têm chamado de “lobos solitários”: fanáticos que não estão no radar dos serviços de inteligência porque não pertencem a nenhum grupo terrorista conhecido, embora sejam movidos pelo mesmo ódio. Assim como os irmãos Dzhokhar e Tamerlan Tsarnaev, que mataram três pessoas e aleijaram várias outras no atentado em Boston.

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Os dois homens foram feridos a tiros por policiais e estão sob vigilância policial em diferentes hospitais. Segundo a BBC, um deles foi identificado como Michael Adebolajo, de 28 anos.

‘Traição’ – O primeiro-ministro David Cameron falou sobre o caso depois de coordenar uma reunião do comitê de emergência nesta quinta-feira. “Este não foi apenas um ataque contra a Grã-Bretanha e nosso estilo de vida. Foi também uma traição ao Islã e às comunidades muçulmanas que tanto fizeram para o nosso país. Não há nada no Islã que justifique esse ato terrível. Nós vamos derrotar o extremismo ficando juntos, apoiando nossa polícia e nossos serviços de segurança e, acima de tudo, desafiando a nociva narrativa do extremismo que esse tipo de violência alimenta”, disse. “A culpa recai somente e totalmente sobre os indivíduos doentis que realizaram esse ataque pavoroso”.

Ao advertir que o objetivo dos terroristas era dividir os britânicos, ele parabenizou uma mulher que confrontou um dos terroristas. “Quando ela ouviu que o criminoso queria começar uma guerra em Londres, ela respondeu: ‘Você vai perder. É só você contra muitos’. Ela falou por nós todos”.

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