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Sobe para 301 o número de mortos em explosão em mina

Governo Erdogan sofre críticas por ser indiferente ao sofrimento das famílias

Por Da Redação
17 Maio 2014, 11h58

O número de mortos em explosão em uma mina de carvão em Soma, no oeste da Turquia, chegou a 301 neste sábado, confirmou à imprensa o ministro da Energia turco, Taner Yildiz. Segundo informações da agência Reuters, um novo incêndio teve início neste sábado na mina, dificultando o trabalho das equipes de resgate. Quatro dias depois da catástrofe, cresce no país a revolta contra o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, a três meses da eleição presidencial. Na tarde de sexta-feira, a polícia turca dispersou violentamente, com canhões de água e bombas de gás lacrimogênio, 10.000 pessoas que protestavam em Soma para denunciar as condições de trabalho dos mineiros.

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O acidente de Soma provocou desde terça-feira, quando ocorreu a explosão, uma intensa comoção em todo o país e desencadeou uma revolta contra o governo islamita-conservador de Erdogan, acusado de ter descuidado da segurança dos mineiros e de ser indiferente ao sofrimento das famílias. O primeiro-ministro, que dirige a Turquia desde 2003 e pode anunciar sua candidatura à eleição presidencial de agosto, atribuiu o acidente a uma fatalidade, e rejeitou as acusações de negligência. “Os acidentes foram parte da própria natureza da mina”, havia afirmado. A alegação foi considerada depreciativa pela oposição turca e alimenta críticas e tensões, em um contexto de escândalos.

Um dos assessores de Erdogan complicou ainda mais a imagem do governo ao chutar um manifestante, enquanto dois policiais fortemente armados seguravam a vítima no chão. O fato, registrado por fotógrafos, provocou revolta na população.

Causa do acidente – Em sua edição deste sábado, o jornal Milliyet afirma que um relatório preliminar sobre as causas da catástrofe aponta a falta de detectores de monóxido de carbono na mina. O presidente da companhia mineradora, Alp Gürkan, muito criticado pela imprensa após a catástrofe, havia se vangloriado em 2012 de ter conseguido reduzir de 130 a 24 dólares a tonelada dos custos de produção em sua mina.

(Com agência France-Presse)

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