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Sobe para 21 o número de mortos em explosão de carro-bomba na Colômbia

Entre eles está o autor do ataque, o suicida José Aldemar Rojas; outras 68 pessoas estão feridas. Caso foi o pior incidente terrorista da capital em 16 anos

Por Da Redação - 18 jan 2019, 09h00

Chegou a 21 o número de vítimas fatais da explosão de um carro-bomba em frente à Academia da Polícia Nacional Santander em Bogotá, Colômbia. Outras 68 pessoas estão feridas e mais 58 foram checadas e liberadas do hospital. Inicialmente, as notícias davam conta de 8 mortos e 65 feridos. Equipes de resgate e forças de segurança permanecem no local. Este foi o pior ataque na capital do país em 16 anos.

Uma cadete equatoriana está entre os mortos e os feridos incluem outra equatoriana e dois panamenhos, segundo comunicado do ministro do Exterior, Carlos Trujillo.

O governo colombiano declarou três dias de luto. Segundo o ministro da Defesa, Guillermo Nieto, o “ato terrorista” foi realizado com um veículo munido de 80 kg de explosivos, detonados na manhã de quinta-feira 17, horário local. O autor do ataque foi identificado como o suicida José Aldemar Rojas, 56 anos.

Ele teria carregado sua SUV Nissan Patrol de cor cinza, ano 1993 e placa LAF565, e entrado na Academia às 9h30 (12h30, em Brasília), dirigindo o carro. Segundo as autoridades, na guarita, um cão policial teria farejado a presença de explosivos no carro. Rojas acelerou, atropelou dois cadetes e bateu o veículo contra o alojamento feminino. Nesse momento, houveram duas explosões.

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O episódio causou comoção internacional. As organizações das Nações Unidas (ONU) e dos Estados Americanos (OEA) reagiram, condenando fortemente qualquer ação terrorista.

O presidente do país, Ivan Duque, pediu reforço policial na fronteiras e rotas de saída para cidades menores da Colômbia. “Eu também pedi que toda prioridade seja dada à essas investigações, para identificar os mentores deste ataque terrorista e seus cúmplices”, disse em pronunciamento à nação, transmitido no canal estatal Telesur.

Acordos de Paz

Desde que Duque assumiu o mandato, em agosto, o governo vem intensificando sua vigilância contra rebeldes marxistas e traficantes de drogas, no território que continua sendo o maior produtor de cocaína no mundo.

Conversas de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), que no passado já assumiu responsabilidade por explosões contra a polícia, estagnaram antes de Duque substituir Juan Manuel Santos como presidente, e não foram retomadas.

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Duque tem diversas demandas, incluindo a libertação de reféns do grupo, como pré-requisitos para recomeçar o processo de paz, mas o ELN já as considerou inaceitáveis.

Depois do acordo de paz de 2016 assinado por Santos e as guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que transformaram a mílicia rebelde em um partido político, o ELN é considerado o último grupo insurgente ativo no país, que sofre com um conflito de mais de meio século.

(com Agência Brasil) 

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