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Sob pressão da guerra no Irã, China registra menor crescimento do PIB em mais de três anos

Segunda maior economia do mundo avançou 4,3% no segundo trimestre, ficando aquém da meta do governo

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jul 2026, 09h12 | Atualizado em 15 jul 2026, 15h06
Sob pressão da guerra no Irã, China registra menor crescimento do PIB em mais de três anos Priorizar nos meus resultados Google

O crescimento econômico da China desacelerou no segundo trimestre para o menor nível em mais de três anos, segundo números oficiais divulgados nesta quarta-feira, 15, ficando aquém das expectativas do mercado e da meta do governo para 2026.

O Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo avançou 4,3% de abril a junho em relação ao mesmo período do ano anterior, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE). Após um crescimento de 5% no primeiro trimestre, o resultado ficou abaixo da previsão de 4,5% feita por analistas consultados em pesquisa.

O desempenho é o pior desde o quarto trimestre de 2022, quando a economia chinesa foi abalada pelas rígidas restrições da política de combate à covid-19. A taxa de crescimento também ficou abaixo da meta anual de 4,5% a 5,0% estabelecida pelo governo de Pequim, o menor objetivo do país em décadas.

No acumulado do primeiro semestre, a economia chinesa registrou crescimento de 4,7%.

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Motivos

A desaceleração do crescimento econômico foi agravada pela crise no setor imobiliário e pela queda persistente no consumo interno, que levaram a China a depender de exportações para cumprir as metas de crescimento em um cenário global marcado pelos efeitos do choque nos preços do petróleo devido à guerra no Irã.

“A economia resistiu à pressão e permaneceu dentro de uma faixa razoável”, afirmou o ONE em comunicado. “A produção e a oferta cresceram com bastante rapidez. A situação do emprego permaneceu estável de modo geral. Os preços subiram moderadamente. O comércio exterior cresceu em bom ritmo. Os novos motores de crescimento se expandiram rapidamente”, acrescentou.

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Apesar dos elogios, a instituição destaca que “há muitos fatores externos instáveis e incertos, e a contradição interna de uma oferta grande e uma demanda frágil é relevante.”

Já o primeiro-ministro Li Qiang afirmou na segunda-feira que é necessário ter “uma compreensão abrangente e objetiva” da atual situação econômica e reforçar os ajustes anticíclicos, informou a emissora estatal CCTV.

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