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Sob críticas, Nova Zelândia aprova projeto de lei que transforma inglês em língua oficial do país

Opositores argumentam que a medida é um uso desnecessário de recursos

Por Luiza Zubelli 3 ago 2026, 15h36 | Atualizado em 3 ago 2026, 22h38
Sob críticas, Nova Zelândia aprova projeto de lei que transforma inglês em língua oficial do país Priorizar nos meus resultados Google

A Nova Zelândia aprovou, na semana passada, um projeto de lei para tornar o inglês uma língua oficial do país, junto com o maori e a língua de sinais neozelandesa. A medida foi amplamente ridicularizada pela oposição e por críticos que a consideram uma “perda de tempo”, uma vez que o inglês já é o idioma dominante no país.

Defendido pelo partido nacionalista “Nova Zelândia Primeiro”, o projeto visa transformar em lei o que já acontece há muito tempo. Segundo a deputada Casey Costello, a proposta é “curta e direta” e serve para esclarecer o status já consolidado do idioma, sem a necessidade de novas regras ou custos adicionais para o seu uso jurídico ou político.

A aprovação gerou forte resistência na Câmara dos Representantes. A deputada Tamatha Paul, do Partido Verde, classificou a medida como “simplesmente estúpida”, ressaltando que nem a Inglaterra possui o inglês como língua oficial formal. Um relatório da Comissão de Justiça da Nova Zelândia indicou que, das 1.601 manifestações recebidas, quase dois terços se opuseram ao projeto, argumentando que é um uso desnecessário de recursos e pode prejudicar direitos das línguas minoritárias, como o maori.

Contexto linguístico

Estatisticamente, a dominância do inglês é absoluta: mais de 95% da população (4,8 milhões de pessoas) falavam o idioma em 2023, enquanto apenas 4,3% falavam maori e 0,5% usavam a língua de sinais. Membros do Partido Trabalhista também ironizaram a votação. A deputada Camilla Belich chegou a questionar sarcasticamente se o governo não gostaria de legislar também sobre a “mudança das estações do ano”.

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O maori era a língua principal da Nova Zelândia até a colonização britânica em 1840, tendo sido sistematicamente reprimida antes de ganhar status de proteção e programas de revitalização na década de 1980. Críticos da nova lei, como a deputada Tamatha Paul, temem que a oficialização do inglês possa ofuscar o reconhecimento histórico e os esforços de preservação da língua indígena, que foi “arrancada da boca de seus falantes nativos” no passado.

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