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Site de tribunal que condenou Pussy Riot é alvo de hackers

Página dava acesso à nova canção do grupo punk, além de vídeo provocante do cantor gay búlgaro Azis, que faz uma piada contra o sistema judicial russo

Por Da Redação - 21 ago 2012, 09h43

O site do tribunal russo Khamovnitcheski, que condenou a dois anos de prisão as três integrantes do grupo Pussy Riot por uma “oração punk” contra o presidente Vladimir Putin, foi alvo de um ataque virtual nesta terça-feira, informou a porta-voz da corte, Daria Liakh. No site do tribunal era possível assistir a um vídeo provocante do cantor gay búlgaro Azis, imagens que fazem piada do sistema judicial russo, assim como uma nova canção do grupo Pussy Riot, “Putin Lights Up The Fires”.

As integrantes do Pussy Riot – Nadezhda Tolokonnikova, 22 anos, Yekaterina Samutsevich, 30 anos, e Maria Alyokhina, 24 – foram condenadas na sexta-feira por “vandalismo” e “incitação ao ódio religioso”. A “oração” contra Putin provocou muitas reações de desaprovação também na Rússia, um país que experimenta pouco desenvolvimento da democracia e da liberdade de expressão após a fim do regime soviético, em 1991.

Recentemente, Putin sancionou uma lei que pune manifestações contra o governo. Muitas personalidades russas, incluindo as pertencentes à comunidade cristã ortodoxa, defenderam as jovens e consideraram desproporcionais as acusações apresentadas contra elas e a sua permanência na prisão.

O caso também ganhou repercussão internacional, envolvendo organizações em defesa da liberdade de expressão e até celebridades como a cantora Madonna, que declarou seu apoio às garotas em um show em Moscou, e o músico Paul McCartney, que pediu a libertação delas. A Anistia Internacional emitiu um comunicado no qual as considera “prisioneiras de consciência”.

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Ouça o novo single do Pussy Riot, Putin Lights Up The Fires:

(Com agência France-Presse)

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