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Síria permitirá a entrada da Cruz Vermelha em Homs na 6ª

Organização deve retirar os feridos e fornecer ajuda às vítimas da repressão

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou que recebeu “luz verde” do regime sírio para atuar em Homs na sexta-feira. A organização disse mais cedo que fazia o possível, junto com os agentes do Crescente Vermelho nacional, para retirar os feridos e fornecer ajuda às vítimas da repressão na Síria, mas que estava ficando impossível em áreas sob ataque como Baba Amr.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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O bairro de Baba Amr, na cidade de Homs, é considerado pelo regime sírio como o principal bastião das forças rebeldes, que acabam de anunciar que vão se retirar por razões táticas do local para permitir a entrada de ajuda essencial. O CICV tentou negociar com as partes do conflito na Síria, mas só havia conseguido remover de Baba Arm sete feridos graves e 20 mulheres e crianças na semana passada.

Um dos porta-vozes do CICV, Bijan Farnoudi, explicou que naquele dia foi possível observar “uma falta preocupante de comida e remédios”, e que muitas pessoas precisam de atendimento médico. “A situação torna impossível distribuir ajuda em Baba Arm”, ressaltou nesta quinta-feira a organização.

Com relação a isso, Farnoudi revelou que os esforços para negociar com as partes do conflito são constantemente mantidos pela CICV. “Não podemos nos movimentar de maneira alguma sem contatá-los”, explicou à ocasião, mas ressaltou que os interlocutores no governo não respondiam há duas semanas.