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Síria: oposição denuncia novo massacre, com 100 mortos

Em um dos ataques das tropas de Assad, 20 da mesma família foram mortos

A oposição síria denunciou, nesta sexta-feira, um novo massacre perpetrado pelas tropas do ditador Bashar Assad. De acordo com os opositores, mais de 100 pessoas morreram na quinta-feira, vítimas dos bombardeios do regime e em enfrentamentos entre rebeldes e forças do ditador.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Os Comitês de Coordenação Local contam 164 mortes, enquanto a Comissão Geral da Revolução Síria reduz esse número a 141 e o Observatório Sírio de Direitos Humanos, a 102.

A maior parte dos casos ocorreu na província de Idlib, cenário de bombardeios e conflitos, e na periferia de Damasco, onde os rebeldes enfrentaram os efetivos do governo. Também houve mortes nas províncias de Aleppo, Deraa, Hama e Homs. A Comissão destacou que, na cidade de Abu Duhur, em Idlib, 20 de uma mesma família morreram após sua casa ter sido atingida por um projétil.

Já o Observatório informa que esse povoado foi bombardeado pelo Exército, assim como outras localidades de Idlib, como Ain Hamra, Saraqeb e Ariha. Por outro lado, as zonas de Rankus, Arbin, Harsata, Al Hamuriya e Duma, nos arredores de Damasco, foram testemunhas de combates entre as forças fiéis a Assad e os rebeldes, segundo a organização. Em Aleppo e suas imediações também houve choques em áreas como Bustan al Qasr Hanano, Tel Refaat e Deir Hafer, acrescentou o Observatório.

Também nesta sexta-feira, o fundo da ONU para criaças (UNICEF) disse que os desafios encontrados na crise síria podem fazer desta a maior emergência humanitária em décadas. Há 2,5 milhões de sírios precisando de ajuda urgente no país agora, enquanto um pedido de ajuda de 180 milhões da ONU para ajudar a Síria continua sem fundos suficientes para dar início a atividades.

(Com agência EFE)