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Síria: ONU denuncia crimes de guerra e contra humanidade

Relatório da Comissão de Investigação foi divulgado nesta quarta-feira em Genebra. Documento apresenta acusações contra os dois lados do conflito

Por Da Redação 11 set 2013, 07h54

A Comissão de Investigação da ONU sobre crimes contra os direitos humanos na Síria divulgou relatório nesta quarta-feira em Genebra em que denuncia crimes contra a humanidade cometidos pelas forças do presidente Bashar Assad e crimes de guerra da oposição.

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Os investigadores de direitos humanos, liderados pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, mencionam “acusações relacionadas à utilização de armas químicas, principalmente pelas forças governamentais”. “Com base nas provas atualmente disponíveis, não foi possível chegar a uma conclusão sobre os agentes químicos utilizados, seu sistema vetor ou os autores desses atos. As investigações continuam”, afirma o documento.

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“As forças governamentais e seus partidários continuaram executando ataques generalizados contra a população civil, cometendo assassinatos, torturas, estupros e desaparecimentos forçados, que constituem crimes contra a humanidade”, afirma o relatório.

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O documento também denuncia as forças de oposição, incluindo combatentes islamistas estrangeiros, que cometeram “crimes de guerra, assassinatos, execuções sumárias, atos de tortura, sequestros e bombardeio em bairros de civis”.

Intervenção – No relatório, a comissão da ONU avalia que uma eventual ação militar na Síria intensificaria o sofrimento da população e afastaria uma solução negociada para a guerra civil. Os investigadores também relatam no documento que grupos armados curdos se transformaram em atores importantes no conflito. Eles são acusados de recrutar e utilizar crianças como soldados nos confrontos.

A Comissão de Investigação apresentou o relatório referente ao período de 15 de maio a 15 de julho de 2013 ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O documento deve ser entregue posteriormente ao Conselho de Segurança.

Armas químicas – A divulgação do relatório ocorre às vésperas de uma reunião crucial entre representantes dos governos dos Estados Unidos e da Rússia, em Genebra, para tentar estabelecer um procedimento que coloque sob supervisão internacional as armas químicas do regime sírio.

(Com agências AFP, Reuters e Efe)

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