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Síria liberta 1.180 presos políticos

Por Da Redação 15 nov 2011, 14h49

Cairo, 15 nov (EFE).- O regime da Síria anunciou nesta terça-feira a libertação de 1.180 pessoas detidas durante os protestos contra o regime do presidente Bashar al-Assad, justo na véspera do fim do prazo determinado pela Liga Árabe para que Damasco libertasse todos os presos e interrompesse a violência no país.

Em uma breve nota, a agência de notícias oficial síria ‘Sana’ informou que os presos libertados estavam envolvidos nos protestos que desde março tumultuam a Síria e ‘não têm as mãos manchadas de sangue’, ou seja, não cometeram crimes violentos.

Não é a primeira vez que o regime sírio solta prisioneiros sem crimes violentos. No último dia 5 de novembro, por ocasião da celebração islâmica da Festa do Sacrifício (‘Eid al-Adha’), 553 presos políticos foram libertados.

No dia anterior, o Ministério do Interior sírio havia garantido uma anistia aos rebeldes sem crimes de sangue que, no prazo de uma semana, se entregassem nas delegacias e abandonassem as armas.

Apesar da libertação dos mais de mil prisioneiros nesta terça-feira, outros dos pontos determinados pelo plano da Liga Árabe ainda não foram cumpridos pelo regime de Assad, como o fim da violência e a retirada das forças de segurança das ruas.

Segundo denúncias feitas nesta terça-feira por grupos opositores, mais de 100 pessoas morreram nos últimos dois dias em consequência da repressão do regime e dos confrontos entre as forças leais a Assad e militares desertores.

O anúncio do governo e o aumento da violência ocorrem somente um dia antes de uma reunião da Liga Árabe em Rabat (Marrocos) marcada para confirmar a vigência da resolução de suspender a Síria da organização.

Esta resolução foi aprovada no sábado passado pela maioria dos membros do organismo pan-árabe, que também decidiu pedir a imposição de sanções econômicas e políticas a Damasco devido à continuidade da violência no país.

A repressão já causou na Síria mais de 3,5 mil mortes desde o início das revoltas em março passado, segundo os últimos dados das Nações Unidas. EFE

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