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Síria: ataque de Treimsa foi contra casas de rebeldes e ativistas (ONU)

A missão de observação da ONU na Síria informou neste sábado que o ataque realizado na última quinta-feira pelo Exército sírio na localidade de Treimsa, que deixou 150 mortos, segundo uma ONG local, “parece ter sido dirigido contra residências e grupos específicos, em sua maioria de rebeldes e ativistas”.

“Havia poças e manchas de sangue nos quartos de várias casas, bem como projéteis”, indicou a missão, depois que uma equipe de observadores visitou o local do ataque. “A equipe da ONU viu uma escola incendiada e casas danificadas, com rastros de fogo em cinco delas”.

O comunicado da missão assinala que “diversos tipos de armas foram usados”. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), mais de 150 pessoas, entre elas dezenas de rebeldes, morreram quinta-feira durante bombardeios e combates em Treimsa.

De acordo com a missão da ONU, “o número de vítimas é incerto. A equipe deverá retornar a Treimsa amanhã, para continuar a missão de avaliação.”

Os observadores chegaram a Treimsa em um comboio formado por 11 carros, após a garantia de um cessar-fogo. Sua porta-voz, Sausan Ghosheh, havia confirmado, antes, que eles foram a Treimsa ontem, e um ativista do Hama (centro), Abu Ghazi, afirmou que o grupo se reuniu com moradores e “inspecionou os locais bombardeados e manchados de sangue”.

“Não pedimos autorização. O general Robert Mood, chefe da missão, foi claro ontem, disse que estávamos prontos para ir a Treimsa verificar os fatos se houvesse um cessar-fogo”, contou a porta-voz.

A missão de observação da ONU, que chegou à Síria em abril, para fiscalizar uma trégua que nunca foi aplicada, suspendeu, em meados de junho, suas operações, devido à intensidade da violência, mas não deixou aquele país.