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Síria acusa Barbara Walters de ‘distorcer’ entrevista de Assad

Nações Unidas, 12 dez (EFE).- O embaixador sírio nas Nações Unidas, Bashar Jafari, acusou nesta segunda-feira a veterana jornalista americana Barbara Walters de ‘distorcer’ a entrevista que realizou com o presidente da Síria, Bashar al Assad, e que a rede de televisão ‘ABC’ transmitiu na semana passada.

‘Barbara Walters distorceu a realidade em sua entrevista’, afirmou o diplomata sírio ao término da reunião do Conselho de Segurança na qual a ONU informou que as vítimas mortais da repressão na Síria já superam as cinco mil pessoas, entre elas mais de 300 menores.

Jafari criticou a edição da entrevista, que ‘não refletiu a realidade da conversa’ e acusou a popular apresentadora americana de usar ‘apenas alguns dos muitos minutos’ que teve de conversa com o líder sírio.

Na quarta-feira passada, a ‘ABC’ transmitiu a entrevista na qual Assad negou firmemente que tenha ordenado a repressão violenta dos opositores que reivindicam sua renúncia e sustentou que a maioria das pessoas que morreram durante os últimos meses no país foram seus simpatizantes e soldados do Governo.

‘Não houve ordens para matar ou atuar com brutalidade’, disse o presidente sírio, acrescentando que ‘nenhum Governo no mundo mata seu próprio povo a menos que seja liderado por um louco’.

Jafari criticou Walters assim como os demais meios de comunicação ‘que não buscam a verdade’ e arremeteu concretamente contra os países europeus, que há meses tentam obter uma condenação contra a Síria no Conselho de Segurança, e lembrou que lhe surpreende essa atitude, quando, por exemplo, ‘a Alemanha provocou a Segunda Guerra Mundial, na qual morreram milhões de pessoas’.

O diplomata também diminuiu a credibilidade dos números da ONU, organismo que acusou de não ser objetivo, e ressaltou que o assédio a seu Governo se deve ‘a uma grande conspiração’.

Após o relatório das Nações Unidas sobre a violência na Síria, a organização internacional Human Rights Watch emitiu um comunicado comentando que ‘já chegou a hora de o Conselho de Segurança impor um embargo de armas ao país, aplicar sanções contra os envolvido nos abusos e levar o caso ao Tribunal Penal Internacional’. EFE