Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Síria aceita plano da Liga Árabe, diz embaixador em Moscou

No mesmo dia, foram encontrados 47 corpos de vítimas do massacre do regime

Por Da Redação
12 mar 2012, 09h15

No mesmo dia em que foram encontrados 47 corpos de vítimas de um “massacre” do regime de Bashar Assad, a Síria disse aceitar o plano estipulado no sábado no Cairo pelos ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe e da Rússia para solucionar o conflito no país, conforme anunciou nesta segunda-feira o embaixador sírio em Moscou, Riad Haddad. O embaixador disse também que a reivindicação da oposição síria pela renúncia do presidente Bashar Assad para iniciar o diálogo é “uma exigência prévia e uma intromissão nos assuntos internos de um país soberano”.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

Leia mais no Tema ‘Guerra Civil na Síria’

“Aceitamos os cinco pontos. Estamos de acordo com o cessar da violência e estamos abertos ao diálogo para resolver os problemas”, disse o diplomata, citado pela agência oficial russa RIA Novosti. A iniciativa da Liga Árabe e da Rússia, que será levada ao Conselho de Segurança da ONU, estipula o fim da violência “seja qual for sua origem”, a criação de um mecanismo neutro que supervisione o cessar-fogo e a não-intervenção estrangeira, detalhou no sábado o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

Além disso, contempla a chegada de ajuda humanitária “sem obstáculos” e o respaldo à missão do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, para estabelecer um diálogo entre o regime de Damasco e a oposição baseado nas resoluções de ambos organismos. Também nesta segunda, o Ministério de Emergências da Rússia anunciou hoje o envio de 80 toneladas de ajuda humanitária ao país árabe.

Continua após a publicidade

China – Outro país que apoiou o plano de cinco pontos foi a China, que, junto com a Rússia, vetou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando o governo de Assad. “A resolução mostra o desejo dos países árabes e da Liga Árabe de resolver o conflito sírio por meios políticos”, afirmou hoje o porta-voz oficial do Ministério de Relações Exteriores chinês, Liu Weimin, em entrevista coletiva. Liu disse que a resolução pode ter um impacto positivo ao suavizar a tensão atual, além de ampliar o consenso entre todas as partes afetadas.

Mortes – Pelo menos 47 corpos de mulheres e crianças foram encontrados na cidade síria de Homs (centro), resultado de um “massacre” atribuído pelos militantes da oposição às forças do regime e pela televisão oficial síria a “grupos terroristas”. “Os corpos foram achados nos bairros de Karm al-Seitum e Al-Adauieh, alguns deles degolados e outros esfaqueados pelos Shabiha (milícias do regime)”, afirmou Hadi Abdallah, militante local da Comissão Geral da Revolução Síria, que exibiu um vídeo como prova da acusação.

(Com agência EFE)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.