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Síria: 7 mil soldados se preparam para entrar em Baba Amr

Por Da Redação 1 mar 2012, 07h28

Cairo, 1 mar (EFE).- Cerca de 7 mil soldados do regime de Damasco estão concentrados nas imediações do bairro de Baba Amr, no reduto opositor de Homs, para tentar invadi-lo, informou à Agência Efe o ‘número 2’ do Exército Livre Sírio (ELS), Malek Kourdi.

Formado por militares desertores, o ELS informou que se prepara para repelir a ofensiva, adiantou Kourdi, que destacou que nesta quinta-feira não houve confrontos.

O Exército sírio está bombardeando bairros de Homs à distância, com mísseis de longo alcance, à espera de entrar neles assim que estejam totalmente destruídos, afirmou o militar rebelde.

Ele denunciou que nos últimos três dias as tropas leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, executaram ao menos 300 homens e sequestraram 200 mulheres que tentavam escapar de Baba Amr.

Na quarta-feira, as forças governamentais lançaram uma grande ofensiva contra esse bairro de Homs, onde ocorrem fortes combates com os desertores na tentativa de entrar na região.

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Há quase um mês, os incessantes bombardeios fazem com que este bairro viva uma situação de crise humanitária. Segundo os opositores, faltam alimentos e não energia e as comunicações estão cortadas.

Na cidade continuam retidos os jornalistas franceses William Daniel e Edith Bouvier, ferida com gravidade na perna em 22 de fevereiro em ataque de artilharia contra o centro de imprensa improvisado em Baba Amr.

O Exército também sitiou nesta quinta-feira a localidade de Dumair, nos arredores de Damasco, onde um grande número de soldados e ‘shabiha’, como são chamados os pistoleiros do regime, bloquearam os acessos e entraram em confronto com os rebeldes, informaram em comunicado os opositores Comitês de Coordenação Local.

Nenhuma destas informações pôde ser confirmada ou verificada de forma independente pelas restrições impostas pelas autoridades ao trabalho da imprensa.

A ONU anunciou na terça-feira que o número de vítimas da repressão na Síria desde o início dos protestos contra Assad há mais de 11 meses supera amplamente os 7,5 mil mortos. EFE

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