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SIP critica tentativa do governo de controlar papel de jornal

Entidade classifica medida como inconstitucional

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) criticou, nesta quarta-feira, a intenção da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de enviar um projeto de lei ao Congresso para declarar de “interesse público” a produção, distribuição e comercialização de papel para jornais.

A entidade disse que a “medida é inconstitucional”. O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que “surpreende o fato de o governo argentino fazer as acusações, tornando expressa a intenção de controlar os meios de comunicação, por meio da regulação, da fabricação e da distribuição do papel jornal”. Insumo básico da indústria de comunicação, o produto não é escasso na Argentina nem apresenta um problema de abastecimento. “Daí não há razão para regulações especiais”, disse

Na noite de terça-feira, a presidente Cristina Kirchner divulgou um relatório sobre a empresa fabricante de papel que pertence aos jornais Clarín e La Nación e possui uma pequena participação acionária do Estado. De acordo com o informe de 20 mil páginas, apresentado pela Casa Rosada em cadeia nacional de rádio e TV, os jornais são cúmplices da ditadura militar de 1976-1983 e se apropriaram de forma ilegal da empresa. Os diários negam a acusação.

(Com Agência France-Presse)