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SIP condena intenção de Chávez de controlar Globovisión

Para entidade, trata-se de uma violação flagrante de liberdade de imprensa

Por Da Redação - 21 jul 2010, 22h08

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou nesta quarta-feira o anúncio feito pelo presidente venezuelano Hugo Chávez de que seu governo irá controlar 48,5% das ações da emissora de TV Globovisión, a mais influente rede de televisão de oposição no país. O governo americano, por sua vez, disse que vai monitorar a situação.

Em nota, o presidente da entidade, Alejandro Aguirre, afirma: “É uma violação flagrante da liberdade de imprensa e de empreendimento na Venezuela. Repudiamos profundamente a atitude autoritária do governo Chávez”. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Phillip Crowley, informou que vai examinar o caso com cuidado.

Segundo a Globovisión, os acionistas não têm direito de nomear a direção do canal. A emissora ainda afirmou que a ‘linha editorial não se expropria’. Na última terça-feira, Chávez que anunciou que controlará os 20% “de um senhor de sobrenome Tenório, que lamentavelmente faleceu”, e os 28,5% de Nelson Mezerhane, cujos bens estão sob intervenção por causa de acusações de corrupção.

Mezerhane também é dono do Banco Federal, nacionalizado pelo governo venezuelano, e está foragido nos Estados Unidos depois que a justiça do país decretou sua prisão. O presidente do canal e seu acionista majoritário, Guillermo Zuloaga, também é foragido da justiça venezuelana. Ele foi acusado de usura e associação criminosa por manter vinte veículos em sua propriedade. O empresário também se encontra nos Estados Unidos.

Histórico – Em 2007, Chávez recusou-se a renovar a concessão da emissora RCTV, crítica a seu governo, que teve de parar de transmitir em canal aberto e mudar sua sede para os Estados Unidos. No ano passado, as operadoras de canais a cabo também foram obrigadas a deixar de colocar no ar os programas da emissora logo depois de a RCTV ter se recusado a veicular as cadeias nacionais.

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