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Síndrome de ditador: Maduro usa sósia para escapar da imprensa

O governo bolivariano apelou para um dublê com aparência semelhante à do presidente para ludibriar os jornalistas durante a Cúpula das Américas, no Panamá

Uma característica comum entre ditadores é o medo de morrer e deixar o poder. Relatos históricos apontam que diversos mandatários totalitaristas apelaram para sósias e dublês com o objetivo de escapar de ameaças reais ou de delírios persecutórios oriundos do excesso de poder. O soviético Josef Stalin e o iraquiano Saddam Hussein são dois dos casos mais exemplares a adotar esse tipo de comportamento. Em 2012, o ator americano Sacha Baron Cohen, ao interpretar no cinema um escrachado ditador de uma nação árabe fictícia, abusou do artifício para expor ao ridículo os regimes totalitários ainda vigentes.

Se para o resto do mundo a prática chega a ser uma piada, para o venezuelano Nicolás Maduro o uso de atores no seu lugar é uma opção plausível na hora de evitar as perguntas de jornalistas. O presidente bolivariano, que recentemente aprovou uma legislação para governar por decreto, utilizou um dublê para escapar da imprensa durante a Cúpula das Américas, no Panamá. A situação absurda – mais uma entre as tantas aprovadas por seu governo – não passou despercebida pela imprensa local e virou chacota internacional para o herdeiro político de Hugo Chávez.

Vídeo: dublês de Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, tentam ludibriar a imprensa

(Da redação)