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Simulador de piloto do MH370 mostrava rota de onde o avião sumiu

De acordo com autoridades australianas, o aparelho foi usado para traçar uma rota semelhante a feita pelo MH370 quando desapareceu dos radares

Por Da redação Atualizado em 28 jul 2016, 10h38 - Publicado em 28 jul 2016, 09h54

Oficiais australianos confirmaram nesta quinta-feira que os dados recuperados de um simulador pertencente ao piloto do voo MH370, da Malaysia Airlines, mostrava que alguém planejou uma rota para o Oceano Índico, onde a aeronave desapareceu. Não é possível identificar se a rota foi traçada pelo capitão Zaharie Ahmad Shah, porém, o simulador estava em sua casa.

O Boeing 777 está desaparecido desde 8 de março de 2014, quando sumiu com 239 pessoas a bordo durante um voo que ia de Kuala Lumpur para Pequim. Até o momento, as investigações foram completamente frustradas em tentar entender porque a aeronave saiu da rota. As teorias vão desde atentado deliberado de um dos pilotos, até sequestro ou falha mecânica.

O Departamento de Segurança do Transporte da Austrália (ATSB), que está conduzindo as buscas na costa oeste do país, afirmou que a descoberta sobre o simulador do piloto não pode ser considerada uma prova de que Zaharie planejou o desaparecimento. “A informação do simulador só mostra a possibilidade de planejamento. Não revela o que aconteceu naquela noite nem onde está o avião”, afirmou um porta-voz da ATSB ao jornal The Guardian.

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Até o momento, a principal evidência usada para descobrir o paradeiro do MH370 é o local da última comunicação via satélite da aeronave, segundo a ATSB. Esse é o dado que definiu a área de busca, que está há mais de dois anos sendo explorada pelas equipes de investigação. “Os fatos e informações relevantes ainda mostram um cenário em que não houve intervenção do piloto nos estágios finais de voo”, divulgou a ATBS.

Na semana passada, oficiais da Malásia, da Austrália e da China concordaram que as buscas seriam suspensas se nenhum sinal do avião foi encontrado na área de busca definida. Há menos de 10.000 quilômetros restantes para serem percorridos, de um total de 120.000, e as investigações devem terminar em cerca de dois meses. Durante todo o processo, apenas alguns destroços foram encontrados na costa da Tanzânia, da África do Sul e na ilha francesa Reunião.

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