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Simulação de terremoto em Tóquio envolve 10 mil pessoas

Por Da Redação 3 fev 2012, 08h46

(Atualiza com detalhes sobre a retirada e declarações dos participantes).

Tóquio, 3 fev (EFE).- Cerca de 10 mil pessoas, entre voluntários, bombeiros, policiais, Guarda Costeira e até membros da Marinha americana, participaram nesta sexta-feira de uma grande simulação de terremoto nas principais estações de metrô de Tóquio.

O treinamento, realizado a pouco mais de um mês do primeiro aniversário do terremoto e o posterior tsunami que assolou o nordeste do país em março de 2011, começou às 10h local (23h de Brasília) e simulou um terremoto de 7,3 graus na escala Richter.

No total, 140 empresas participaram da operação, que teve como objetivo principal ensinar seus funcionários como reagir em situação de evacuação em massa e abrir as portas do metrô para transformá-lo em abrigo para as vítimas.

Nos corredores do metrô cada participante recebeu uma sacola com o material que é utilizado em casos desse tipo enquanto se dirigiam para os abrigos.

O teste juntou 5 mil voluntários na estação de metrô de Shinjuku, uma das mais transitadas do mundo, e outras 2,5 mil na estação central de Tóquio e na de Ikebukuro, informou a organização.

As cenas do treinamento desta sexta lembraram as de 11 de março do ano passado, quando o terremoto de 9 graus na escala Richter que atingiu o nordeste do Japão fez com que 5,5 milhões de pessoas em Tóquio, a mais de 300 quilômetros de distância do epicentro, ficassem isoladas sem poder retornar a suas casas.

Alguns estudos advertiram que, após esse incidente, as chances de que ocorra um terremoto de 7 graus na escala Richter na capital japonesa nos próximos quatro anos aumentaram 70%.

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Além de simulações como a desta sexta, Tóquio deve aprovar antes de abril um decreto que obrigará as empresas a armazenarem comida para todos os empregados por pelo menos três dias em caso de emergência.

Atualmente, apenas os edifícios decretados como zonas de evacuação têm alimentos armazenados, além de algumas das principais estações de trem de Tóquio, que contam com depósitos de comida e cobertores para 30 mil pessoas, segundo dados do jornal japonês ‘Mainichi’.

‘Esse treinamento me serviu para saber o que fazer caso haja um terremoto, apesar de saber que será diferente quando realmente acontecer’, afirmou à Agência Efe uma funcionária da Nikon que participou da simulação.

Makoto Ishihara, responsável de operações no Fórum Internacional de Tóquio, transformado nesta sexta em um dos ‘centros de abrigo’, confirmou à Efe que durante o terremoto de março o local serviu de abrigo para cerca de 4,3 mil pessoas.

‘Graças ao que ocorreu em março sabemos que devemos informar os refugiados sobre a situação e a volta para suas casas’, disse.

Na baía de Tóquio também se reuniram nesta sexta centenas de pessoas vindas das estações de metrô para serem retiradas de navio pela Guarda Costeira e a Marinha americana.

O diretor de uma pequena empresa de eletrônica no centro de Tóquio, Yasuo Yokota, disse à Efe que participou da operação ‘para aprender’ e admitiu que após o terremoto está ‘muito preocupado’ com a estrutura de seu escritório, um edifício de madeira tradicional dos bairros populares.

O Japão está situado sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de elevada atividade sísmica, e depois de 11 de março já registrou mais de 660 réplicas de mais de 5 graus na escala Richter. EFE

jpf/mj/mm

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