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Seul pede que ONU supervisione fechamento da base nuclear norte-coreana

Durante cúpula entre Coreias, Kim Jong-un já demonstrou interesse em realizar o fechamento publicamente, com a presença de especialistas e jornalistas

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, solicitou nesta terça-feira que a Organização das Nações Unidas (ONU) supervisione o fechamento da base norte-coreana de testes atômicos previstos para este mês, depois que Pyongyang se ofereceu em encerrá-lo durante a cúpula entre os dois países.

Em uma conversa telefônica com o secretário-geral da ONU, António Guterres, Moon pediu que a organização participe como observadora para verificar o compromisso de desnuclearizar a Coreia do Norte, anunciou hoje o gabinete presidencial de Seul.

Pyongyang se ofereceu para fechar definitivamente a base de Punggye-ri, onde realizou seis testes atômicos, como compromisso para a “completa desnuclearização” da península, atingida na cúpula entre o presidente sul-coreano e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Durante o encontro realizado na última sexta-feira, Kim propôs a Moon que o fechamento de Punggye-ri se realize publicamente. Ele mostrou sua intenção de convidar especialistas e jornalistas para presenciar o encerramento da base de testes atômicos, explicou Seul após a cúpula.

O presidente sul-coreano também pediu nesta terça-feira a Guterres que a ONU supervisione a implementação de outros pontos da chamada “Declaração de Panmunjom” destinados a diminuir as hostilidades na península.

Além disso, Moon propôs que a “Declaração de Panmunjom” seja formalmente respaldada na Assembleia Geral ou no Conselho de Segurança das Nações Unidas, disse um porta-voz do escritório presidencial.

A Coreia do Norte tem demonstrado seu interesse na desnuclearização da península desde quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou o convite de Kim Jong-un para uma cúpula. Segundo afirmou Seul na época, o líder norte-coreano se comprometeu em parar seu programa nuclear e fechar suas bases, desde que os Estados Unidos não ameaçassem a segurança do país. Trump, por sua vez, declarou que só iria à reunião se sentisse que ela seria frutífera no âmbito de promover a desnuclearização.

(Com EFE)