Clique e assine a partir de 9,90/mês

Sete manifestantes ficam feridos em Aden neste sábado

Violência no país tem sofrido escalada nos últimos dois dias, com saldo de 52 mortos e mais de 130 feridos

Por Da Redação - 19 mar 2011, 17h51

Sete pessoas ficaram feridas, três delas a bala, neste sábado, quando as forças de segurança do governo e o Exército dispararam contra manifestantes que protegiam uma barricada no bairro de Adén, no Iêmen. A barricada, levantada há duas semanas, continuou de pé depois do confronto. Mais três manifestantes foram feridos no mesmo dia, em outro protesto, em frente a uma delegacia.

Adén, no sul do país, é reduto da oposição contra o presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos. Várias pessoas foram vitimadas nessa cidade desde o início dos protestos, no fim de janeiro. Os confrontos no Iêmen têm ficado mais e mais violentos. Só na última sexta-feira, 52 pessoas morreram e 126 ficaram feridas na capital Sanaa, antes do ditador decretar estado de emergência em todo o país.

Repressão – Os oposicionistas acampam há mais de um mês em praças por todo o país, inspirados pelos ideais da revolução na Tunísia e no Egito, que tomam conta do mundo islâmico. Eles exigem a renúncia de Saleh, mais oportunidades de emprego e o fim da corrupção. Saleh propôs adotar reformas políticas, incluindo a separação dos poderes de governo e a adoção de um sistema parlamentarista. A oposição, no entanto, não aceitou dialogar com o presidente. O ditador, que está no poder desde 1978, disse anteriormente que pretende deixar a Presidência a partir de 2013.

Histórico – A república iemenita foi criada depois que o Iêmen do Norte e o Iêmen do Sul se juntaram em 1990. Saleh liderava a República Árabe do Iêmen, no norte do país, desde 1978, quando assumiu o poder depois de um golpe militar. As primeiras eleições presidenciais diretas ocorreram apenas em 1999.

Continua após a publicidade

Apesar de ser, na teoria, um sistema multipartidário, a política do Iêmen é dominada pelo partido de Saleh, o Congresso Geral do Povo, desde a unificação. Opositores iemenitas vêm protestando desde fevereiro, inspirados pelas revoltas em países vizinhos.

(Com agências France-Presse, EFE e Reuters)

Publicidade